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As igrejas foram reabertas à comunidade na segunda quinzena de agosto no país As igrejas foram reabertas à comunidade na segunda quinzena de agosto no país  (AFP or licensors)

Papa em apoio a indígenas, migrantes e presos que lutam contra a Covid-19 no Panamá

Neste momento de crise global, Francisco pensa principalmente nos mais vulneráveis, os que mais sofrem as consequências da pandemia. Num novo gesto de caridade e proximidade, o Papa envia equipamentos de saúde para medir a febre e avaliar o avanço dos contágios em situações de risco, como nos institutos de detenção, centros de acolhimento e pequenas comunidades indígenas.

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Mais uma doação do Papa Francisco chegou no seu destino. Desta vez, os termômetros digitais que irão beneficiar as comunidades indígenas, os migrantes e os presos do Panamá foram entregues, através da arquidiocese local, ao ministro das Relações Exteriores do país, Alejandro Ferrer. A entrega foi feita por dom José Domingo Ulloa e pelo delegado para as Relações Institucionais da Nunciatura Apostólica, Pe. Gilber Tsogli.

Durante o encontro, o arcebispo comentou que, "com esse gesto, o Papa demonstrou mais uma vez a sua opção pelos mais frágeis e de ter o Panamá no coração". “Os destinatários dos termoscanners", acrescentou ele, fazem parte do grupo de alto risco “e podem adoecer facilmente devido à superlotação e às dificuldades de acesso aos serviços básicos".

A situação nas prisões

Dom Ulloa denunciou, em particular, o problema das prisões no país que, até o momento, abrigam 17.800 presos: desses, segundo fontes do governo, “665 estão infectados. Os dados remontam a 4 de junho e podem ter aumentado. Sabemos, também, que na Penitenciária de Santiago, em Veraguas, 313 dos 500 detentos testaram positivo para o vírus. Um deles morreu”. Entre as situações mais críticas está o presídio de La Peñita. Em maio, por exemplo, o local abrigava 1694 pessoas, ou seja, 7 vezes a capacidade máxima do cárcere.

Migrantes e indígenas

Não menos preocupante é a situação dos migrantes, disse o arcebispo, já que, em Darién, “há dois centros de acolhimento literalmente congestionados onde gira a Covid". As minorias indígenas, por sua vez, “representam 11% da população dos quase 4 milhões de habitantes", explicou o arcebispo do Panamá, que finalizou: "eles vivem principalmente nas 5 áreas do país que são difíceis de alcançar. Também ali a curva de contágios está em acentuado crescimento".

Vatican News Service - DD

31 agosto 2020, 11:36