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A proximidade do Papa às vítimas de atentado na Somália

"Terrível atentado terrorista!" Assim o Papa Francisco definiu no Angelus deste domingo o bárbaro atentado em Mogadíscio ocorrido no sábado, que matou e feriu dezenas de pessoas, incluindo crianças e jovens estudantes.

Cecilia Seppia - Cidade do Vaticano

Após recitar a oração mariana do Angelus, o primeiro pensamento do Papa foi para a Somália, ferida por um terrível ataque que provocou dezenas de vítimas em Mogadíscio, incluindo crianças e principalmente jovens estudantes da Universidade de Benadir, policiais e dois estrangeiros de nacionalidade turca.

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“Rezemos ao Senhor pelas vítimas do terrível atentado terrorista de ontem em Mogadíscio, Somália, onde mais de 70 pessoas foram mortas na explosão de um carro-bomba. Estou próximo a todos os familiares e àqueles que choram seu desaparecimento. Ave Maria...”

Autoria assumida por Al Shabaab

 

Proximidade, mas também firme condenação de um gesto louco e "horrível", reivindicado algumas horas mais tarde pelo grupo terrorista Al Shabaab, braço da Al Qaeda na Somália.

 

Há algumas semanas, em Mogadíscio, cinco civis foram mortos durante um ataque a um hotel, enquanto o pior ataque ocorreu 2017, quando um caminhão-bomba matou cerca de 600 pessoas.

Entre as tantas mensagens de condolências de chefes de Estado e de organizações, voltadas a desfechar uma luta mais eficaz contra o terrorismo, está a da Comunidade de Santo Egídio, que pediu à comunidade internacional para que "não abandonasse a Somália a um destino de morte e desagregação e para investir energia e recursos úteis para sua pacificação”.

Que a Somália não seja esquecida

 

A Somália está em guerra desde 1992, transformada ao longo dos anos em um luto sem fim para a população civil - recorda Santo Egídio em um comunicado. Um conflito quase esquecido, onde a vida humana não importa mais. Não passa uma semana sem vítimas, devido a ataques terroristas de diferentes intensidades.

Enquanto isso, o país se divide sem que os líderes somalis possam chegar a um acordo entre eles sobre a própria Constituição e a ordem institucional. Numerosas tentativas fracassaram nos últimos anos e as regiões da Somália tendem a se separar umas das outras, como uma espécie de "salve-se quem puder", devido ao abandono e ao desinteresse internacional.

Neste sentido, o apelo: "É necessário um ato de indignação e compromisso internacional, para que também em Mogadíscio não se morra mais desta maneira absurda”.

29 dezembro 2019, 12:20