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Vatican News
2018.09.18 Zbignevs Stankevics arcivescovo Riga Dom Zbignevs Stankevics arcebispo de Riga 

A Letônia espera do Papa um impulso espiritual

O Arcebispo de Riga, Dom Zbigņev Stankevičs fala sobre a visita do Papa aos países Bálticos e dos desfios de seu país como o apego ao materialismo e a defesa da família.

Cidade do Vaticano

A liberdade, a família, o diálogo. São os temas mais significativos evidenciados pelo arcebispo de Riga, Dom Zbigņev Stankevičs, que participou alguns dias atrás da Assembleia Plenária das Conferências Episcopais da Europa em Poznan, na Polônia. Vatican News teve oportunidade entrevistá-lo para falar sobre a iminente visita do Papa Francisco aos Países Bálticos.

Papa Francisco leva à Letônia uma mensagem universal

“Quando João Paulo II nos visitou 25 anos atrás - sublinha o bispo - delineou os principais desafios que tínhamos diante de nós. Hoje, vemos que estes desafios continuam atuais. Devemos aprender a usar a liberdade de modo responsável e, deste ponto de vista, esperamos do Papa Francisco um impulso, um estímulo espiritual”. A sua mensagem é universal: dirige-se não só aos católicos, mas a todos, a todos os cristãos e a todos os homens de boa vontade”.

Enfrentar o desafio do materialismo e do consumismo

O arcebispo de Riga fala dos desafios, dos problemas que vive a sociedade letã. “Nos últimos 25 anos perdemos quase um terço da população. Isso significa que alguma coisa não vai bem. As pessoas estão desiludidas e partem por causa do desemprego e dos salários baixos, mas isso significa também que há uma abordagem muito materialista para com a vida”.   Dom Stankevičs observa que “durante o comunismo havia o materialismo prático. Isso criou uma mistura explosiva que devemos enfrentar. Esperamos uma ajuda do Papa”.

Cristãos da Letônia unidos na defesa da família

Um outro grande desafio, observa Dom Stankevičs, é “a pressão das estruturas internacionais”, que procuram “impor uma ideologia gender, portanto mudar a percepção da identidade do homem, da mulher e da família”. “Temos uma grande vantagem, que é a ótima colaboração entre as principais Igrejas cristãs: luteranos, católicos e ortodoxos têm o mesmo peso, falamos com uma só voz e promovemos os valores cristãos ao mundo político".

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21 setembro 2018, 11:23