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Um campo minado Um campo minado  (ANSA)

Dia mundial contra as minas. Papa Francisco: a única arma é a caridade

Todos os anos essas minas terrestres provocam, no mundo, a morte de mais de cinco mil pessoas, e outras milhares ficam mutiladas. Mais de 90% das vítimas são civis. Ao menos na metade dos casos, as vítimas são crianças.

Cidade do Vaticano

“A única arma invencível é a caridade, porque tem o poder de desarmar as forças do mal”: esse é o tuíte do Papa Francisco para esta quarta-feira (04/04), Dia internacional para a conscientização contras as minas antipessoais. O dia foi instituído pela Onu em 2006, com o objetivo de sensibilizar o público sobre o perigo das minas terrestres antipessoais e de promover o processo de limpeza destas minas.

Compromisso por um mundo sem minas

Todos os anos essas minas provocam, no mundo, a morte de mais de cinco mil pessoas, e outras milhares ficam mutiladas. Mais de 90% das vítimas são civis. Ao menos na metade dos casos, as vítimas são crianças.

Francisco no Regina Coeli de 3 de abril do ano passado

“Muitas pessoas continuam sendo mortas ou mutiladas por estas armas terríveis, e homens e mulheres corajosos colocam a vida em risco para limpar os terrenos minados”, dissera o Papa Francisco em 3 de abril de 2016 ao término do Regina Coeli. “Renovemos, por favor, o compromisso por um mundo sem minas”, exortara o Pontífice.

As minas terrestres são armas que se compram a baixo custo e que se escondem facilmente debaixo da terra. A remoção, por sua vez, é difícil e demorada. As minas são colocadas durante os conflitos armados, sem registro de sua localização, tornando as populações civis as principais vítimas, mesmo à distância de anos dos conflitos.

No mundo mais de cem milhões de minas

Estima-se que as minas são mais de cem milhões no mundo inteiro. Desde 1945 foram inventadas ao menos seiscentas tipologias de minas terrestres. A Assembleia Geral das Nações Unidas criou, em 1997, a Agência da Onu para a ação contra as minas, como ponto de referência no combate às minas e aos artefatos bélicos ativos.

O Tratado de Ottawa pela proibição do uso, armazenamento, produção e venda de minas antipessoais foi assinado em 1999 por 162 países. Entre os Estados não signatários encontram-se os EUA, Coreia do Norte, China, Rússia, Cuba e Israel.

“Segundo fontes de imprensa, os países identificados com a produção de minas são a China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Cuba, EUA, Índia, Irã, Mianmar, Paquistão, Rússia, Singapura e Vietnã.”

Afeganistão, Camboja, Colômbia, Mianmar e Paquistão são os países com mais vítimas de minas. O Afeganistão registra o mais alto número de vítimas destes artefatos. Todo mês ao menos 140 pessoas morrem no país asiático vitimadas pela explosão destas minas. Entre as mais comuns encontra-se a “mina borboleta”, assim chamada por sua forma característica. As crianças confundem-na com um brinquedo. No país, mais de 45 mil pessoas perderam um braço ou uma perna com estes explosivos.

Campanha da Igreja na Colômbia contra as minas

Outro país disseminado com as minas é a Colômbia. Durante o período do conflito, iniciado nos anos sessenta e que durou mais de 50 anos, um número ingente de artefatos foi colocado sobretudo próximo dos acampamentos dos guerrilheiros ou nas proximidades dos vilarejos. Nos últimos vinte e cinco anos foram registradas mais de onze mil vítimas. Em 2016 a Igreja católica local, em colaboração com a “Campanha colombiana contra as minas”, iniciou um projeto para reduzir o risco de incidentes.

04 abril 2018, 18:44