Busca

Voluntários tentam limpar área da praia de Los Alemanes em Galápagos, Equador depois do naufrágio de uma embarcação com 47 barris de óleo diesel Voluntários tentam limpar área da praia de Los Alemanes em Galápagos, Equador depois do naufrágio de uma embarcação com 47 barris de óleo diesel 

ONU. Humanidade enfrenta ‘espiral de autodestruição’

Novo apelo da ONU para que o mundo se comprometa a reduzir as causas da mudança climática. O número de catástrofes, inclusive episódios de seca, temperaturas extremas e inundações, deveria aumentar para 560 a cada ano pondo em risco as vidas de milhões de pessoas. Em 2015, foram registradas 400

Vatican News

Nem tudo está perdido, mas é preciso agir rapidamente e antes de 2030. O aquecimento global está aumentando mais rapidamente do que o esperado e a ONU mais uma vez volta a pedir uma ação maciça e concreta para reduzir as causas do impacto climático de nosso planeta.

Ouça e compartilhe!

O ponto de não retorno

O risco é de não poder voltar atrás. Mais uma vez, as Nações Unidas estão advertindo as instituições nacionais e internacionais sobre a probabilidade muito alta, senão certa, de um aumento na frequência de desastres ambientais, de 5 para 14 vezes, com consequências que não podem mais ser detidas. Parar este "espiral de autodestruição" é a única saída, adverte a ONU, enquanto que de acordo com o relatório anual do Global Energy Monitor, publicado na semana passada, o mundo ainda tem planos de construir ou expandir usinas elétricas a carvão em 34 países diferentes, especialmente na China.

No novo relatório publicado nesta terça-feira (26), o Escritório das Nações Unidas para a Redução dos Riscos de Catástrofes revela que entre 350 e 500 catástrofes de média e alta magnitude ocorreram a cada ano nas últimas décadas. O custo destas catástrofes alcançou, em média, cerca de 170 bilhões de dólares ao ano na última década. O número de catástrofes, inclusive episódios de seca, temperaturas extremas e inundações, deveria aumentar para 560 a cada ano, ou seja, 1,5 ao dia, até 2030, pondo em risco as vidas de milhões de pessoas. Em 2015, foram registradas 400. "O mundo deve fazer mais para integrar o risco de catástrofe na nossa forma de viver, construir e investir", ressaltou a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, na apresentação do relatório.

Agora ou nunca

Entre os apelos mais urgentes da ONU, os do ano passado e de 4 de abril deste ano, alertaram sobre o perigo de um desastre climático irreversível devido aos gases de efeito estufa. Nos dois relatórios, o Grupo Intergovernamental sobre Mudança Climática (IGCC) da ONU disse que, para limitar o aquecimento global - como definido pelo Acordo de Paris - é preciso agir "agora ou nunca". Caso contrário, não seria mais possível reduzir o aumento da temperatura a menos de 1,5°C em comparação com os níveis pré-industriais. Isto significa que, por mais curto que seja, ainda há tempo para uma transição ecológica.

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui

26 abril 2022, 14:30