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Dom Castillo no Bicentenário do Peru: "superar as divisões e ampliar a democracia"

"Superemos as divisões da bipolarização enfrentada, onde a confiança desaparece, concretizemos nossa vontade de enfrentar a realidade social tangível e a exigência de unidade diante da adversidade através do diálogo. Procuremos pontos de acordo que sejam o mais amplos possível, mesmo que provisórios em relação aos grandes problemas nacionais", exortou o arcebispo primaz do Peru, dom Castillo Mattasoglio, ao presidir, este 28 de julho, a Missa de Ação de Graças pelo bicentenário do país andino

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A quarta-feira, 28 de julho, foi um dia "histórico" para o Peru: no espaço de poucas horas foi celebrado o bicentenário da independência, com uma missa solene na catedral metropolitana de Lima, e o recém-eleito presidente Pedro Castillo apresentou seu programa ao Parlamento e prestou seu juramento diante da Constituição.

Promessa não cumprida do Peru, país de todas as estirpes

A missa de Ação de Graças, com a presença do presidente da República cessante, Francisco Sagasti, e das outras principais autoridades do Estado, foi presidida pelo arcebispo de Lima e primaz do Peru, dom Carlos Castillo Mattasoglio, e concelebrada, entre outros, pelo cardeal Pedro Barreto, o núncio apostólico, dom Nicola Girasoli, e o presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) e da Conferência Episcopal Peruana (CEP), dom Héctor Miguel Cabrejos Vidarte.

Em sua homilia, dom Castillo prestou homenagem às muitas vítimas da pandemia e mencionou a "promessa peruana" ainda não cumprida, à qual o Papa Francisco se referiu durante sua visita ao país em 2012, quando chamou o Peru de país de "todas las sangres" (de todas as estirpes), fazendo própria a definição de Jorge Basadre e José María Arguedas.

Superar as divisões e adversidades através do diálogo

"Superemos as divisões da bipolarização enfrentada, onde a confiança desaparece, concretizemos nossa vontade de enfrentar a realidade social tangível e a exigência de unidade diante da adversidade através do diálogo. Procuremos pontos de acordo o mais amplo possível, mesmo que provisórios em relação aos grandes problemas nacionais", insistiu o arcebispo.

Dom Castillo explicou: "A fé também nos convida a compreender com clareza esse complexo processo de realização, pouco a pouco, de um país solidário, ampliando a democracia de forma participativa, caracterizada pela escuta das solicitações vindas das províncias e regiões."

Fazer tudo que estiver ao alcance pelo bem do Peru

"A Pátria é um processo de amor solidário entre os povos. Nos próximos cinco anos do novo regime político, todas as autoridades são chamadas a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para fortalecer o Peru em sua economia e democracia, em saúde e educação".

Foram palavras do arcebispo-primaz que estiveram idealmente ligadas ao que aconteceu pouco depois no Parlamento, onde se apresentou o novo presidente Pedro Castillo, que em seu discurso disse que queria governar "pelo povo e com o povo".

(com Sir)

29 julho 2021, 16:21