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Belarus rumo à abolição da pena de morte: agraciados dois irmãos já condenados

Os dois irmãos haviam sido condenados em 10 de janeiro de 2020 pelo Tribunal Regional de Mahilyow pelo suposto assassinato de uma ex-professora escolar deles. A sentença havia sido confirmada pela Suprema Corte em Minsk no dia 22 de maio seguinte. Tudo o que restava para a salvação dos dois era uma intervenção de indulto vinda diretamente do presidente da República. Quase um milagre, visto que o Chefe de Estado havia usado esta prerrogativa apenas em um caso antes deles. E mesmo assim o milagre se tornou realidade

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A pena de morte está em declínio também na República de Belarus. Em uma medida raríssima, decretada pelo presidente Aleksandr Lukashenko pela segunda vez em 30 anos, os irmãos Illia e Stanislau Kostseu, que já haviam sido definitivamente condenados à morte em janeiro de 2020, foram perdoados da pena de morte no último dia 30 de abril, conforme revelado diretamente por seus familiares, que foram visitá-los no corredor da morte em Minsk, capital do país, e vieram a saber, surpreendentemente, que seus parentes não estavam mais lá, mas haviam sido transferidos para uma prisão comum na cidade de Zhodzina, sem, no entanto, receber qualquer documentação oficial do caso.

Era preciso quase um milagre, que se tornou realidade

Illia Kostseu, 21 anos, e seu irmão Stanislau, 19 anos, haviam sido condenados em 10 de janeiro de 2020 pelo Tribunal Regional de Mahilyow (Mogilev em russo) pelo suposto assassinato de uma ex-professora escolar dos dois. A sentença havia sido confirmada pela Suprema Corte em Minsk no dia 22 de maio seguinte.

Tudo o que restava para a salvação deles era uma intervenção de indulto vinda diretamente do presidente da República. Quase um milagre, visto que o Chefe de Estado bielorrusso havia usado esta prerrogativa apenas em um caso antes deles. E mesmo assim o milagre se tornou realidade.

Único país europeu que ainda adota a pena de morte

Ex-república soviética, a Belarus continua sendo o único país europeu que ainda adota a pena de morte. As execuções, embora não sejam frequentes, se dão repentinamente e em total sigilo com um tiro na nuca.

Os parentes das vítimas só tomam conhecimento da execução de seus entes queridos algum tempo depois. Os familiares de Illia e Stanislau não os encontraram no prédio da morte em 30 de abril. Mas ficaram sabendo que estavam vivos. Em outro lugar.

Vatican News Service SAS

06 maio 2021, 14:12