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Rei da Jordânia encontra Pizzaballa: salvaguardar os lugares santos de Jerusalém

A atitude do rei Abdullah II e seu apelo "a alcançar a justiça e a paz" contribuíram a criar "uma comunidade na qual cristãos e muçulmanos tenham a mesma cidadania e o mesmo destino". A esperança é que este exemplo possa se tornar "um modelo também para os outros países da região", diz o patriarca latino de Jerusalém, dom frei Pierbattista Pizzaballa. Por sua vez, o patriarca greco-ortodoxo de Jerusalém, Teófilo III, sublinha os esforços do soberano jordaniano para preservar a identidade histórica de Jerusalém e a presença cristã ali

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Reafirmar o apoio aos habitantes de Jerusalém e enfatizar a "responsabilidade histórica e religiosa" de salvaguardar seus lugares santos: com este objetivo, na terça-feira, 27 de abril, o rei Abdullah II da Jordânia se encontrou com o patriarca latino de Jerusalém, dom frei Pierbattista Pizzaballa, o patriarca greco-ortodoxo de Jerusalém, Teófilo III, bem como com o grão mufti de Jerusalém, Muhammad Hussain, e representantes do Waqf islâmico (fundação islâmica de beneficência) da cidade.

O encontro, lê-se no site do Patriarcado Latino, realizou-se no Palácio Al Husseiniya, nas proximidades dos violentos confrontos que ocorrem em Jerusalém desde 16 de abril, primeira sexta-feira do Ramadã.

"Nos últimos dias - disse dom frei Pizzaballa durante o encontro -, nossa cidade de Jerusalém esteve mais uma vez no centro das tensões, divisões e expressões de ódio."

Jerusalém possa voltar a ser a Cidade Santa, cidade de oração

"Infelizmente - acrescentou o arcebispo -, esta não é a primeira vez e tememos que também não seja a última. Devemos rezar muito e com sinceridade, para que Deus possa tocar os corações empedernidos dos homens".

Ao mesmo tempo, o prelado exortou todos a "trabalharem juntos, para que esta situação possa terminar e Jerusalém possa voltar a ser a Cidade Santa, uma cidade de oração, hospitaleira e aberta a todos".

Centenário do Reino hachemita e seu importante papel

Expressando, em seguida, seus melhores votos aos jordanianos pelo centenário do Reino, fundado como Emirado da Transjordânia em 1921 e que se tornou o Reino hachemita da Jordânia em 1946, o patriarca Pizzaballa lembrou que "é importante reafirmar o papel que a Casa hachemita teve para a cidade de Jerusalém, no respeito ao status quo, como garantia de igualdade para todos os seus cidadãos de todas as religiões, para que possam obter oração, acolhimento e encontros pacíficos em seus Lugares Santos, e não campos de batalha".

A atitude do rei Abdullah II e seu apelo "a alcançar a justiça e a paz" contribuíram a criar "uma comunidade na qual cristãos e muçulmanos tenham a mesma cidadania e o mesmo destino", continuou o patriarca latino de Jerusalém. A esperança é que este exemplo possa se tornar "um modelo também para os outros países da região".

Esforços do soberano jordaniano em favor da presença cristã

Por sua vez, o patriarca greco-ortodoxo de Jerusalém, Teófilo III, sublinhou os esforços do soberano jordaniano para preservar a identidade histórica de Jerusalém e a presença cristã ali:

"O autêntico exemplo vivido no Reino hachemita - disse ele - é de grande encorajamento e apoio para nós, sobretudo num momento em que a presença cristã na Terra Santa, tão vital para a coexistência histórica e pacífica em nossa região, está enfrentando novos e sérios desafios."

Vatican News – IP/RL

30 abril 2021, 11:21