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Paraguai. Dom Valenzuela: “Não é o momento especular às custas de quem sofre"

Em relação às ações do governo pede para agir rapidamente, sem mais tardar: "Infelizmente, um plano nacional deveria ter sido programado para este ano, e não foi feito, mas deve ser feito, porque esta pandemia durará até 2023", frisa o arcebispo de Assunção, que solicita, em particular às casas farmacêuticas, que "baixem todos os custos dos medicamentos. Este não é o momento para especular, para ganhar dinheiro às custas daqueles que sofrem. Este é o momento da humanidade, da sensibilidade em relação àqueles que precisam"

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"Este não é o momento para especular, para ganhar dinheiro às custas daqueles que sofrem": são palavras do arcebispo de Assunção, no Paraguai, dom Edmundo Valenzuela, que concedeu uma longa entrevista a um jornal local na qual refletiu sobre a difícil situação que o país está passando.

O arcebispo envia uma mensagem de esperança a todos os enfermos da Covid-19 e exorta os parentes dos pacientes a não perderem a fé em Deus. Na entrevista ao jornal "Ultima Hora", publicada no domingo (18/04), também expressa um pedido: que os padres possam acompanhar os doentes em terapia intensiva, para poder dar-lhes força nestes momentos críticos que o país está atravessando por causa da pandemia.

Governo tem que agir rapidamente, sem mais tardar

Dom Valenzuela também ressalta que para a compra de medicamentos, que ajudam os doentes e aliviam a angústia dos parentes, é necessário o auxílio dos municípios e das grandes empresas internacionais.

Em seguida, em relação às ações do governo pede para agir rapidamente: "Infelizmente, um plano nacional deveria ter sido programado para este ano, e não foi feito, mas deve ser feito, porque esta pandemia durará até 2023", enfatiza.

As “Panelas Populares” organizadas pela Pastoral Social

Diante da situação de emergência da população, dom Valenzuela afirma: "Nossa Pastoral Social consegue ajudar muitas pessoas com alimentos e agora também com medicamentos, mas não é suficiente".

"No ano passado conseguimos organizar ‘Panelas Populares’ com mais de dois mil cozinheiros nestes refeitórios improvisados nas ruas ou nas instalações das paróquias, mas este ano ficamos sem fundos, nem mesmo para os medicamentos que tínhamos conseguido distribuir entre os mais pobres", continua.

Este é o momento da humanidade, da sensibilidade

É por isso que o arcebispo pediu, em particular às casas farmacêuticas, que "baixassem todos os custos dos medicamentos. Este não é o momento para especular, para ganhar dinheiro às custas daqueles que sofrem. Este é o momento da humanidade, da sensibilidade em relação àqueles que precisam".

O Paraguai continua sofrendo com a pandemia com limitações nos serviços de saúde e falta de medicamentos para a população. Há menos de um mês, o país vem registrando entre 1.500 e 2.500 novos casos de Covid todos os dias. Atualmente, houve mais de 250 mil casos e mais de 5.380 mortes.

(Fides)

20 abril 2021, 13:10