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Resposta continental e global para crise humanitária, defende Serviço Jesuíta para os Migrantes

"Os graves problemas políticos e sociais que afligem países como a Venezuela, há muito geram uma crise humanitária sem precedentes, em que milhões de pessoas veem-se obrigadas a emigrar para salvar suas vidas ou em busca de uma vida melhor para suas famílias. Essas pessoas se arriscam atravessando o deserto com crianças e idosos, se expondo aos perigos do tráfico de pessoas, no desespero de encontrar uma vida segura”, diz a diretora do SJM no Chile, Waleska Cañas

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O Serviço Jesuíta para os Migrantes (SJM) do Chile expressa sua preocupação com a complexa situação na fronteira norte do Chile e em particular nas cidades de Colchane e Huara, que registraram a entrada ilegal de um grande número de migrantes.

De acordo com a sua experiência no setor norte do país, o SJM afirma que “a situação que a região de Tarapacá está enfrentando hoje não é nova, mas foi fortemente agravada pela crise sanitária ligada à Covid-19. Confirmamos isso graças ao nosso trabalho para fornecer ajuda humanitária à região na primeira onda da pandemia no ano passado”.

A diretora nacional do SJM, Waleska Ureta Cañas, escreve na nota enviada à Fides, que “os graves problemas políticos e sociais que afligem países como a Venezuela, há muito geram uma crise humanitária sem precedentes, em que milhões de pessoas veem-se obrigadas a emigrar para salvar suas vidas ou em busca de uma vida melhor para suas famílias. Essas pessoas se arriscam atravessando o deserto com crianças e idosos, se expondo aos perigos do tráfico de pessoas, no desespero de encontrar uma vida segura”.

 

Por estas razões, o Serviço Jesuíta para os Migrantes considera que “o Chile deve estar à altura da missão, dando uma resposta não somente migratória, mas sobretudo humanitária e que contenha a crise de saúde”.

É preciso se dar conta que “esta situação é continental, portanto a resposta também deve ser continental”, reitera o SJM. As recentes iniciativas de controle de fronteira representam o dever do Estado de impedir o tráfico de pessoas em coordenação com os países vizinhos.

Fazendo votos de que este seja também um incentivo para assinar o Pacto Mundial sobre as Migrações - que o Chile ainda não assinou - o SJM reitera a urgência de “realizar esforços conjuntos e intersetoriais em todos os níveis (local, provincial, regional e nacional) em colaboração com a sociedade civil, a fim de proteger a dignidade e a saúde quer dos cidadãos como dos migrantes”.

A nota de Waleska Ureta Cañas conclui com as seguintes palavras: “Como país temos o desafio de avançar para nos tornarmos uma sociedade acolhedora e sensibilizada para estas situações que afetam de forma tão dolorosa a vida de tantas pessoas, uma sociedade que promove e protege os direitos de todos os que vivem no nosso país”.

Agência Fides - SL

05 fevereiro 2021, 12:33