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Proibição de Armas Nucleares. Bispos alemães: a paz nasce das sementes de diálogo

"Apoiamos fortemente a mensagem do Papa Francisco de que não só o uso, mas também a posse de tais sistemas de armas não é ético", afirmam os bispos alemães em vista da entrada em vigor, em 22 de janeiro, do Tratado da ONU sobre a Proibição de Armas Nucleares. "Pedimos a todos os Estados que ainda não assinaram ou ratificaram o Tratado, particularmente as potências nucleares, que adiram a ele e reconsiderem a doutrina da dissuasão nuclear. A paz não nasce do medo da destruição total, mas das sementes do diálogo e da união"

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Adotado pela Conferência das Nações Unidas em 7 de julho de 2017, o Tratado da ONU sobre a Proibição de Armas Nucleares entra em vigor esta sexta-feira, 22 de janeiro, 90 dias após a ratificação de ao menos 50 Estados membros.

O site da Conferência Episcopal da Alemanha o recorda, publicando também uma declaração conjunta do presidente da Comissão de Justiça e Paz do Episcopado alemão, dom Heiner Wilmer, e do presidente da Seção Alemã de Pax Christi, dom Peter Kohlgraf.

Nenhum conflito pode jamais legitimar uso de arma nuclear

"Como bispos que, em diferentes posições, se consideram particularmente comprometidos com o trabalho pela paz no mundo, saudamos este avanço", escrevem os dois prelados. "Todos aqueles Estados que não só assinaram, mas também ratificaram o tratado nos dão um exemplo notável do fato de que jamais devemos nos resignar a realidades aparentemente inamovíveis", acrescentam.

"O chamado dissuasor nuclear, que há mais de 60 anos sugere uma suposta segurança, é construído sobre o inimaginável potencial destrutivo das armas nucleares como temos enfatizado com frequência, enquanto toda e qualquer escalada militar de conflito é de algum modo uma derrota para a coexistência humana, nenhum conflito pode jamais legitimar o uso de armas nucleares aos nossos olhos."

Não ético não só uso, mas também posse de armas nucleares

"Portanto, apoiamos fortemente a mensagem do Papa Francisco de que não só o uso, mas também a posse de tais sistemas de armas não é ético", continuam.

"Por isso, pedimos a todos os Estados que ainda não assinaram ou ratificaram o Tratado, particularmente as potências nucleares, que adiram a ele e reconsiderem a doutrina da dissuasão nuclear. A paz não nasce do medo da destruição total, mas das sementes do diálogo e da união", concluem os bispos.

Vatican News – RB/RL

21 janeiro 2021, 09:55