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Jovens iraquianas seguram flores em frente à Igreja siríaco-católica de São Tomás, na Cidade Velha de Mosul Jovens iraquianas seguram flores em frente à Igreja siríaco-católica de São Tomás, na Cidade Velha de Mosul 

ONU busca apoio para plano de proteção de locais religiosos

Recordando que 20% dos bens inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco são de natureza religiosa ou espiritual, a Assembleia Geral observou que “lugares religiosos e objetos rituais são cada vez mais objeto de ataques de terroristas e milícias”, sendo alterados, completamente destruídos, roubados e comercializados e traficados ilegalmente.

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A Assembleia Geral das Nações Unidas convidou o secretário-Geral, António Guterres, para convocar uma conferência mundial para mobilizar apoio político para o Plano de Ação das Nações Unidas para a Proteção de Lugares Religiosos, que já havia sido lançado em 12 de setembro de 2019, pelo próprio secretário.

A ideia, relata o portal das Nações Unidas, surge da necessidade de uma ação global, numa lógica de prevenção e responsabilidade, contra atos cometidos em situações de conflito ou em tempo de paz, por atores estatais e não estatais e por grupos terroristas.

Com a resolução “Promover a cultura da paz e tolerância para a proteção de lugares religiosos”, apresentada pela Arábia Saudita em 21 de janeiro, na 50ª reunião plenária da 75ª sessão, a Assembleia Geral solicitou, para a conferência mundial, o envolvimento de entidades da ONU, Estados membros, personalidades políticas, líderes religiosos, organizações religiosas, mídia, sociedade civil e outras partes interessadas.

Recordando que 20% dos bens inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco são de natureza religiosa ou espiritual, a Assembleia Geral observou que “lugares religiosos e objetos rituais são cada vez mais objeto de ataques de terroristas e milícias”, sendo alterados, completamente destruídos, roubados e comercializados e traficados ilegalmente.  

Neste sentido, a condenação de tais atos e daqueles que visam fazer desaparecer ou transformar à força qualquer local religioso.

Para a Assembleia Geral, o debate "aberto, construtivo e respeitoso" de ideias e o diálogo inter-religioso e intercultural a nível local, nacional, regional e internacional, pode desempenhar um papel positivo na luta contra a intolerância religiosa e o incitamento ao ódio e à violência.

Elaborado pela Aliança de Civilizações das Nações Unidas, o Plano de Ação para a Proteção de Lugares Religiosos, para o qual a Assembleia Geral deseja compromissos concretos, está estruturado em torno do tema "Unidos e solidários: exercer o próprio culto em paz e segurança".

Vatican News Service - TC

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Igreja de São Tomás em Mosul, Iraque
26 janeiro 2021, 13:52