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Terra Santa. Túmulo de Lázaro ficou mais acessível após restaurações

Ao longo dos séculos, quatro igrejas foram construídas perto do túmulo de Lázaro, que desde o Séc. XIV confina com a Mesquita Al-Uzeir. Dois séculos depois, os frades franciscanos escavaram o novo acesso, este que acaba de ser restaurado. O trabalho realizado representa um novo passo em frente na redescoberta e renascimento de Betânia, a árabe Al-Azariya, o vilarejo de Marta, Maria e Lázaro, onde o Centro Mosaico de Jericó e a Associação “Pro Terra Sancta” trabalham há mais de três anos

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Em Betânia, localidade partencente à Cisjordâniana, na Palestina, o túmulo de Lázaro ficou mais acessível graças a uma série de restaurações, que durou cinco meses, realizada no âmbito do projeto “Betânia Hospitaleira”. A informação foi dada pela Custódia da Terra Santa.

No decorrer dos trabalhos, dois ossários contendo alguns ossos, ainda a serem estudados e datados, foram descobertos. Osama Hamdan, coordenador do projeto, explica que “a coisa mais preciosa continua sendo as pesquisas e estudos realizados para aprofundar o conhecimento de um sítio arqueológico verdadeiramente complexo”.

Acesso foi aberto no Séc. XVI pelos frades franciscanos

De fato, ao longo dos séculos, quatro igrejas foram construídas perto do túmulo de Lázaro, que desde o Séc. XIV confina com a Mesquita Al-Uzeir. Dois séculos depois, os frades franciscanos escavaram o novo acesso, este que acabou de ser restaurado.

O trabalho realizado representa um novo passo em frente na redescoberta e renascimento de Betânia, a árabe Al-Azariya, o vilarejo de Marta, Maria e Lázaro, onde o Centro Mosaico de Jericó e a Associação “Pro Terra Sancta” trabalham há mais de três anos com o apoio da Agência Italiana para a Cooperação e o Desenvolvimento.

Exemplo de coexistência e diálogo entre religiões

Visitando a área nos últimos dias, o cônsul geral da Itália em Jerusalém, Giuseppe Fedele, evidenciou que “o local tem enorme interesse histórico, arqueológico e monumental, e ainda hoje é um belo exemplo de convivência, coexistência e diálogo entre religiões, dado que acolhe uma área religiosa muçulmana e uma série de áreas cristãs”.

O prefeito de Betânia, Issam Faroun, pensa da mesma forma, enfatizando que é importante desenvolver a unidade entre muçulmanos e cristãos. “Queremos salvar este patrimônio, do qual somos muito orgulhosos – acrescentou –, e é por isso que estamos muito gratos ao governo italiano e à Cooperação Italiana, ao “Pro Terra Sancta” e a toda a equipe que realizou estas importantes obras, e pretendemos continuar, no futuro, construindo a unidade na antiga cidade de Al-Azariya”.

Vatican News – TC/RL

27 novembro 2020, 13:36