Busca

Vatican News

Iêmen. Dom Hinder, "Com a guerra aumentou a pobreza: cristãos dão esperança"

A guerra no Iêmen causou até agora mais de 120 mil mortos, mas é toda a população da Península Arábica que sofre os efeitos econômicos. Em particular, a atenção do vigário apostólico detém-se nas dificuldades da pequena minoria cristã: “O número de cristãos em relação à situação geral dos migrantes, diminuirá no futuro, porque a situação econômica terá consequências. Muitas pessoas perderam seus empregos. Isto significa que deixarão o país e, inevitavelmente, isso pesará fortemente para toda a comunidade”, afirma

Vatican News

Ouça e compartilhe

"No Iêmen o cenário é desastroso, com a continuação do conflito, o problema da pobreza agravou-se: há fome, faltam alimentos, os preços são altos devido à elevada taxa de inflação. Além disso, há o cólera e falta de água que afligem a população.”

Com essas palavras, o vigário apostólico do sul da Arábia, dom Paul Hinder, conta à Fides – agência missionária da Congregação para a Evangelização dos Povos – a dramática situação  em que se encontra o país árabe.

Dificuldades da pequena minoria cristã no país árabe

A guerra na República do Iêmen causou até agora mais de 120 mil mortos, mas é toda a população da Península Arábica que sofre os efeitos econômicos. Em particular, a atenção do prelado detém-se nas dificuldades da pequena minoria cristã:

“O número de cristãos em relação à situação geral dos migrantes, diminuirá no futuro, porque a situação econômica terá consequências. Muitas pessoas perderam seus empregos. Isto significa que deixarão o país e, inevitavelmente, isso pesará fortemente para toda a comunidade”, afirma.

Dia Mundial dos Pobres

Aludindo ao Dia Mundial dos Pobres – celebrado pela Igreja no mundo inteiro no domingo, 15 de novembro – que este ano teve como tema “Estende a tua mão ao pobre” (Sir 7,32) proposto pelo Papa para este Dia a todos os batizados e pessoas de boa vontade, dom Hinder acrescenta:

“O nosso apoio à população iemenita é precisamente o do anúncio e também o da solidariedade, especialmente para com os fracos, os pobres, e os abandonados. Buscamos compreender quais são as suas necessidades e ajudá-los da melhor maneira possível.”

Assistência gratuita aos doentes e aos mais necessitados

Ademais, em Sanaa – capital deste país asiático –, os missionários também asseguram cuidados gratuitos aos doentes e assistência aos mais necessitados:

“As Missionárias da Caridade – recorda o vigário apostólico – realizam um serviço muito importante, o trabalho delas suscita simpatia e afeto entre o povo. É um sinal de proximidade para estas pessoas para dar-lhes um sorriso e a esperança de uma vida melhor.”

Os desafios que o Iêmen deve enfrentar para melhorar as condições de vida do seu povo ainda são muitos: de acordo com o último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Iêmen se tornará o país mais pobre do mundo se o conflito que o aflige continuar até 2022.

Desnutrição pode atingir quase 50% da população

O relatório observa que a guerra na nação árabe levou ao colapso da economia, com a perda de 89 bilhões de dólares de atividade econômica a partir de 2015. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita caiu de 3.577 dólares para 1.950 dólares, um nível jamais visto desde 1960.

Mostra também que, em 2014, 25% da população estava subnutrida, mas este número está agora perto dos 36% e pode atingir quase 50% num curto espaço de tempo.

Ajudar os mais pobres é um investimento que compensa

“O problema, muitas vezes – explica dom Hinder –, é como obter ajuda exterior.” Retomando a Mensagem do Papa para o Dia Mundial dos Pobres, o vigário apostólico afirma:

“Ajudar os mais necessitados e os indigentes é um investimento que compensa tanto para quem dá como para quem recebe, é um rendimento em termos de humanidade – conclui – que com paciência dá seus frutos.”

(Fides)

18 novembro 2020, 10:22