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Promover uma ecologia integral Promover uma ecologia integral  (©Designer_Andrea - stock.adobe.com)

Webinar do CMI sobre consumo sustentável: promover uma economia circular para proteger a Criação

Os protagonistas foram dois jovens empresários cristãos ganenses que, em 2017, lançaram um start-up original, Conceito de Cuidado da Criação, que reutiliza sacos plásticos para criar roupas, acessórios e outros produtos reciclados.

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Outro modelo de consumo é possível. Esta foi a mensagem lançada pelos participantes do segundo de uma série de webinarários promovidos nestas semanas pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI) no âmbito de seu Roteiro de Ação lançado em 2019 para promover “uma economia da vida e justiça ecológica”.   Trata-se de quatro eventos organizados de 28 de julho a 18 de agosto, com a participação de vários especialistas e líderes cristãos de todo o mundo.

“Depois do primeiro encontro on-line focado no direito à água como um bem comum e um recurso limitado a ser preservado”, relata o site do CMI, “o segundo encontro foi dedicado ao consumo sustentável (“Confessing for just and sustainable consumption”).

Os protagonistas foram dois jovens empresários cristãos ganenses que, em 2017, lançaram um start-up original, Creation Care Concept (Conceito de Cuidado da Criação), que reutiliza sacos plásticos para criar roupas, acessórios e outros produtos reciclados. Um exemplo de uma “economia circular” que para os dois iniciadores Jonathan Kofi Dugbartey e Janice Adukwei Allotey também quer ser um testemunho cristão concreto contra o consumismo nocivo ao meio ambiente que caracteriza nossas sociedades.

Em seu discurso, Dugbartey evidenciou que o consumo desenfreado se tornou um hábito, ditado por uma compreensão errada das palavras do Gênesis sobre o domínio do homem sobre a terra: “Talvez para os seres humanos significa destruir, suprimir. Para nós isso significa trair Deus”, disse o jovem empresário, expressando um conceito também evidenciado pelo Papa Francisco na encíclica “Laudato sì” sobre o Cuidado da Casa comum. O Conceito de Cuidado da Criação quer ser um estímulo para “mudar essa visão de domínio”, explicou ele.

A co-fundadora da empresa Janice Adukwei Allotey se deteve nos efeitos nocivos do consumismo sobre o meio ambiente e as gerações futuras: “Devemos estar conscientes dos efeitos poluentes de nosso hiperconsumo”, disse ela, enfatizando o papel central das Igrejas na promoção da economia circular. “Um dos valores centrais do Conceito de Cuidado da Criação é seguir o plano de Deus para a Criação: jogar num aterro ou queimar lixo não faz parte deste plano”, explicou.

Dentre outros relatores do encontro estavam o rev. Neddy Astudillo, coordenador de ajuda às comunidades cristãs da América Latina da GreenFaith, uma organização inter-religiosa fundada em 1992 nos Estados Unidos, a Reverenda Rachel Mash, coordenadora do Movimento Verde Anglicano da África do Sul, e Antonis Kalogerakis, da Academia Ortodoxa de Creta.

O próximo seminário on-line do CMI está previsto para esta terça-feira, 11 de agosto, sobre o tema “Pela vida, não pelo lucro: Igrejas como atores e espaços econômicos alternativos” (“For life, not profit – Churches as alternative economic actors and spaces”.

Para concluir, em 18 de agosto, haverá o encontro “Alimentadas pela fé: Igrejas promovem a energia renovável e a proteção do clima” (“Powered by faith – Churches promoting renewable energy and climate protection”).

Vatican News Service – LZ/MJ

11 agosto 2020, 14:10