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Missa celebrada pelo Papa Francisco em Maurício, em 9 de setembro de 2019 Missa celebrada pelo Papa Francisco em Maurício, em 9 de setembro de 2019  (ANSA)

Não uma sociedade de alto padrão, mas de alta solidariedade, pede cardeal Piat

"Temos necessidade imediata de um grande dever de solidariedade", disse o bispo da Diocese de Port-Louis, que entre outras coisas, aplaude a criatividade e o extraordinário dinamismo das Caritas nacional e paroquiais.

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O bispo da Diocese de Port-Louis, Maurício, cardeal Maurice Piat, lança um apelo à generosidade e solidariedade dos fiéis, em apoio às paróquias e aos mais pobres.

Paróquias em dificuldades

 

O cardeal explica que, desde 20 de março, quando os encontros e as celebrações religiosas foram proibidas devido à emergência do coronavírus, as paróquias - que se auto sustentam - não recebem mais doações, pedidos de intenções de Missas, e em função disso não estão mais conseguindo arcar com os custos ordinários, que incluem contas de luz, água, pagamentos de funcionários, entre outros.

O isolamento também colocou muitas famílias em dificuldade e muitas perderam o emprego. Daí o pedido do purpurado para doações às paróquias e seus serviços voltados aos mais necessitados, por meio dos canais indicados no portal da Diocese de Port-Louis.

 

Em uma mensagem em vídeo, o cardeal Piat enfatiza que as consequências socioeconômicas da pandemia são muito preocupantes e que, nas Maurícias, vários setores estão em risco, em particular o turismo e todas as atividades a ele relacionadas.

Dever de solidariedade

 

"Temos necessidade imediatamente de um grande dever de solidariedade", disse o purpurado que, entre outras coisas, aplaude a criatividade e o extraordinário dinamismo das Caritas nacional e paroquiais.

O bispo de Port-Louis também informa que a Caritas está colaborando em uma plataforma criada por vários órgãos e instituições, que avalia a emergência e se prepara para trabalhar no período pós-Covid-19.

Por uma sociedade de alta solidariedade

 

O purpurado também enfatiza que a solidariedade, agora mais do que nunca, não é mais uma simples palavra, mas aquilo que deve animar a sociedade.

"Não é mais possível colocar o foco em uma sociedade de alto padrão, mas em uma sociedade de alta solidariedade – diz ele - não é mais possível buscar uma sociedade com o máximo lucro, é preciso uma sociedade com o máximo da solidariedade (...). É nessa linha que se deve investir, tornar-se criativos. Todos nós temos uma criatividade de amor, como nos recorda o Papa Francisco".

28 abril 2020, 09:04