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"O desemprego é de 90% e as crianças abandonam a escola porque são privadas de comida e suas famílias não podem pagar as escolas". "O desemprego é de 90% e as crianças abandonam a escola porque são privadas de comida e suas famílias não podem pagar as escolas".  

Caritas se mobiliza diante da seca e fome no Zimbábue

O Zimbábue tinha, em 2016 uma população de 16,1 milhão de habitantes. Povos de línguas Bantu compreendem 98% da população. O maior grupo étnico são os Xona, compreendendo 70% da população em geral. Os Ndebele, descendentes dos povos Zulus, são o segundo maior grupo (20% dos habitantes).

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Oito milhões de pessoas sem comida durante todo o ano de 2020: esta é dramática previsão para o Zimbábue (ou Zimbabwe),  onde a seca está causando uma grande carestia. Atualmente, a maior parte da população consegue fazer no máximo uma refeição por dia. Para isso, a Caritas local foi a campo, lançando um apelo para uma coleta de fundos que alcance a cifra de pelo menos um milhão de euros.

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"Estamos testemunhando uma grave desnutrição, não somente nas áreas rurais, mas também nas urbanas", diz Marius Zigbwi, membro da Caritas Zimbábue, citado no site da organização. "O desemprego é de 90% e as crianças abandonam a escola porque são privadas de comida e suas famílias não podem pagar as mensalidades".

Com os recursos captados, será possível ajudar cerca de 17.000 pessoas durante oito meses. As famílias receberão cereais, legumes e óleo vegetal suficientes para cobrir suas necessidades mensais. A distribuição de ajuda ocorrerá nas Províncias de Hwange, Gweru, Chinhoyi, Gokwe, Bulawayo e Masvingo.

"O fornecimento direto de alimentos - explica ainda Zigbwi - foi escolhido em vez das ajudas monetárias, porque a inflação no país aumentou o custo de alimentos, sementes e equipamentos necessários para os cultivos".

Os últimos meses do programa de apoio Caritas também se concentrarão na formação da população às práticas agrícolas sustentáveis ​​e ao uso de fertilizantes orgânicos.

Digno de nota que já nos últimos dias, o presidente da Conferência Episcopal do Zimbábue e arcebispo de Harare, Dom Robert Christopher Ndlovu, havia lançado um apelo em apoio a "todas as pessoas que estão e estarão em breve, em dificuldade, independentemente de raça, cultura, gênero e religião".

"É preciso fazer a diferença – havia afirmado o prelado na coletiva de imprensa - na vida de milhões de pessoas que enfrentam a fome, incluindo crianças, mulheres e pessoas com HIV/AIDS".

09 março 2020, 15:38