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México: a primeira caravana de hondurenhos na fronteira do Chiapas

A primeira caravana de migrantes de 2020 partiu no dia 15 de janeiro, nas primeira horas da manhã de San Pedro Sula, em Honduras. São mais de mil pessoas que se preparam para atravessar a Guatemala e o México com destino aos Estados Unidos

Cidade do Vaticano

A caravana, cujo objetivo é chegar aos Estados Unidos, é formada por pessoas provenientes de várias regiões de Honduras, na maioria jovens. Assim como nas ocasiões anteriores, as pessoas que participam dessas viagens garantem que vão em busca de novas oportunidades e que saem do país pelos problemas de desigualdade, violência, corrupção, pobreza e impunidade que reina no país.

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Em busca de comida

Os migrantes deixam para trás seus filhos, famílias e seus poucos pertences. Uma migrante declarou à Rádio local que “É difícil se despedir dos filhos que ficam chorando. Como explicar a uma criança que sua mãe vai em busca de comida e de bem-estar?”

No dia 16 de janeiro, parte da caravana entrou no território guatemalteco, onde o presidente Alejandro Giammattei disse em uma coletiva que os hondurenhos podem entrar na Guatemala graças ao Convênio CA-4. E insistiu na necessidade de que todos tenham toda a documentação, especialmente no caso de menores de idade.

A barreira mexicana

O presidente guatemalteco evidenciou que, ao chegar na fronteira com o México, os migrantes “vão encontrar um muro” que lhes impedirá a passagem.

As autoridades mexicanas – segundo a Agência Sir – não parecem intencionadas a “deixar passar” a caravana que pretende chegar aos Estados Unidos. As declarações do governo federal e o silêncio do governo estadual mostram que a posição oficial é, como nas outras ocasiões, ambígua e vacilante.

A ajuda cristã do bispo de Tapachula

Dom Jaime Calderón, bispo de Tapachula, no Estado do Chiapas afirma: “Devido a essa incerteza, mas conscientes do nosso dever cristão de batizados filhos de Deus - Pai sem diferenças ou distinções - sentimos o dever de mostrar o nosso pensamento com simplicidade, clareza e determinação em relação aos irmãos que estão na caravana”.

“Garantiremos sempre – escreve o bispo – que durante a passagem temporária ou permanente no nosso território diocesano, os irmãos migrantes não acumulem mais sofrimento além da inclemência que por si os acompanha em um caminho longo, tortuoso, acidentado, inseguro e violento”.

Os migrantes na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

O drama dos migrantes é o centro da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que iniciou no sábado (18) e se concluirá no próximo sábado (25) com as Vésperas celebradas pelo Papa Francisco na Basílica de São Paulo fora dos Muros. Este ano o tema da semana de oração “Trataram-nos com gentileza”, foram redigidos pelas Igrejas cristãs de Malta e de Gozo, que prepararam reflexões e sugestões para a celebração em todas as dioceses. Recordamos que no Brasil celebra-se entre a Ascensão e Pentecostes.

Segundo o subsídio, a analogia com a atualidade é evidente: “Hoje muitas pessoas enfrentam os mesmos perigos no mesmo mar. Os mesmos lugares citados nas Escrituras caracterizam as histórias dos migrantes de hoje. Em várias partes do mundo, muitas pessoas enfrentam viagens perigosas, por terra e pelo mar, para fugir de desastres naturais, guerras e pobreza. Também para eles, são vidas à mercê de forças imensas e altamente indiferentes, não só naturais, mas também políticas, econômicas e humanas”.

19 janeiro 2020, 12:52