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Ontem, países europeus contestaram violações do Irã sobre tratado nuclear Ontem, países europeus contestaram violações do Irã sobre tratado nuclear 

Israel: Irã pode produzir bomba nuclear em menos de um ano

A inteligência militar de Israel acredita que, até o final deste ano, o Irã poderá produzir uma bomba nuclear, mas que ainda não tem mísseis capazes de transportá-la. Reino Unido, França e Alemanha contestam violações do país islâmico em relação ao tratado nuclear de 2015.

Alessandro Di Bussolo, Andressa Collet – Cidade do Vaticano

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O Irã, segundo a inteligência militar de Israel, até o final de 2020 terá os 40Kg de urânio enriquecidos a 90%, necessários para produzir um único dispositivo nuclear. Mas, para realizar os mísseis capazes de transportá-lo, serão ao menos dois anos.

Nesta terça-feira (14), porém, Reino Unido, França e Alemanha anunciaram querer usar do mecanismo de resolução das disputas, previsto no acordo sobre o nuclear iraniano de 2015, para contestar as violações do Irã sobre o tratado. Um passo que, segundo a Rússia, pode levar a uma nova escalada e à dissolução do acordo, sempre mais frágil depois da retirada dos Estados Unidos e do gradual desinteresse do Teerã. Da sua parte, o Irã anunciou “uma resposta apropriada e séria” aos três países europeus.

Sobre decisão dos europeus

Um jornalista italiano, especializados em temas do Oriente Médio, explicou ao Vatican News que, “aquele dos três países europeus, é um fracasso e, a decisão deles, se não acontecer nada nos próximos 60 dias, vai esvaziar de fato o acordo nuclear”. Alberto Negri acrescentou que “a Europa tinha garantido ao Irã um mecanismo para agir às sanções dos EUA, mas, de fato, nunca foi operacional”. O jornalista então evidenciou como a posição dos europeus sobre a questão iraniana ainda permanece frágil, “marginal, como também está acontecendo em mérito à crise líbica”.

Aiatolá Khamenei deve se pronunciar durante oração

Pela primeira vez depois de 8 anos, segundo informações dadas pela TV estatal do Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, deve se pronunciar com um sermão durante a oração islâmica de sexta-feira em Teerã. Khamenei intervém somente em momentos considerados críticos para a república islâmica.

15 janeiro 2020, 15:38