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Visitantes já se protegem com máscaras em Singapura, onde foi confirmado o sétimo caso de infecção Visitantes já se protegem com máscaras em Singapura, onde foi confirmado o sétimo caso de infecção  (AFP or licensors)

Vírus da China: Brasil sem casos suspeitos, mas brasileiros na Ásia estão em alerta

Segundo o Ministério da Saúde, até o momento não há casos suspeitos no Brasil. Nesta segunda-feira (27), o setor do governo descartou a suspeita de um caso de coronavírus relatado em hospital de Niterói, no Rio de Janeiro. Na China, a doença misteriosa já matou 106 pessoas. Em países com casos confirmados pela infecção, como Singapura, brasileiros relatam preocupação e agem com cautela no dia a dia.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

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Já passam de 100 as mortes por coronavírus na China e o último balanço divulgado  nesta terça-feira (28) aponta mais de 4 mil casos suspeitos no país. Para tentar conter a propagação da doença, o governo chinês suspendeu as comemorações do Ano Novo Lunar e estendeu o feriado até 2 de fevereiro.

Brasil sem casos de coronavírus

Até o momento, não há casos registrados no Brasil. Inclusive nesta segunda-feira (27), o Ministério da Saúde descartou mais um caso suspeito, esse relatado em hospital de Niterói, no Rio de Janeiro. No entanto, pelo menos 11 países têm casos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus, como Singapura, onde brasileiros relatam preocupação e agem com cautela  no dia a dia.

Nesta terça-feira (28), foram confirmados mais dois casos suspeitos, isto é, já são 7 pessoas infectadas em Singapura. O próprio site do Ministério da Saúde local tem procurado atualizar o número de casos, que deram negativos, que esperam resultados dos testes e aqueles confirmados.

Vinicius e Juliana, diante de um dos símbolos de Singapura, o Marina Bay
Vinicius e Juliana, diante de um dos símbolos de Singapura, o Marina Bay

A cautela dos brasileiros em Singapura

Juliana Colpani, dentista, de 37 anos, natural de Erechim/RS, mora há 7 anos na ilha com o marido, Vinicius Rosa, gaúcho da cidade de Giruá. Atualmente, ela trabalha na coordenação de projetos de pesquisa na área odontológica e médica da Universidade Nacional de Singapura (NUS) e confirmou ter recebido, no final da última semana, um comunicado oficial da Faculdade de Odontologia.

No e-mail, a solicitação para não se frequentar lugares fechados e, no caso de sentir algum sintoma de gripe, avisar a instituição. O comunicado ainda trazia explicações sobre o que é o vírus e mencionava que o governo estaria tomando todas as providências para conter a doença, assim como a própria instituição e o hospital.

“E eles mandaram declarações de viagem e de saúde para os alunos e para o staff durante o Ano Novo Chinês. Caso a pessoa já estivesse em atestado médico, deveria dar informações específicas, inclusive declarando se esteve na China nos últimos 30 dias e se teve contato com alguém de Wuhan. O comunicado ressaltava sobre as medidas de saúde, além de pedir para a vacina contra a gripe ser atualizada.”

A preocupação pelo vírus desconhecido

A cautela, disse Juliana, é o que tem conduzido o casal nesses últimos dias.

“Eu me preocupo, sim, até pela nossa localização geográfica e por estar muito perto de tudo. A nossa população, mais da metade é de descendência chinesa. E esse vai-e-vem da China, pelo Ano Novo Chinês, já começou muito antes do problema do vírus. Então, isso me preocupa. Ainda mais pra mim que trabalho dentro do hospital, já que meu projeto de pesquisa é com pacientes com pressão alta e problemas cardíacos. Então, praticamente fico todas as tardes dentro do hospital. Mas eu também me cuido muito, usando máscaras e tudo mais! A gente se cuida sempre pra não pegar nenhum vírus, com medidas de higiene e de cuidado pessoal muito antes de ter qualquer vírus espalhado. Mas eu me preocupo, sim, porque esse vírus é uma coisa desconhecida.”

28 janeiro 2020, 11:58