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Países signatários precisam se comprometer com metas, como o combate ao desmatamento Países signatários precisam se comprometer com metas, como o combate ao desmatamento  (AFP or licensors)

Acordo histórico entre Mercosul e União Europeia impõe medidas de controle ambiental

A medida assinada ainda em junho encaminha a criação da maior área de livre comércio do mundo, ao envolver 32 países dos dois blocos econômicos. Mas, para o acordo entrar em vigor e ter força de lei, precisa ser ratificado internamente pelos países signatários. Segundo especialistas do setor isso pode levar anos, já que todos precisam se comprometer com metas como, por exemplo, de controle ambiental.

Silvonei José, Andressa Collet – Cidade do Vaticano

O secretário de Negociações Bilaterais no Oriente Médio, Europa e África do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, Kenneth Félix Haczynski da Nóbrega, esteve na Itália em junho, mês em que foi anunciado o acordo histórico que liberaliza o comércio entre a União Europeia e o Mercosul, o Mercado Comum do Sul, um bloco econômico sul-americano criado em 1991 à semelhança do europeu, formado pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (a Venezuela está suspensa). Com a medida, assinada em 28 de junho, depois de 20 anos de negociações, fica encaminhada a criação da maior área de livre comércio do mundo que envolve 32 países.

O compromisso dos países

Mas a assinatura de acordos internacionais não significa que as medidas estão valendo porque, para entrar em vigor e ter força de lei, precisam ser ratificadas internamente pelos países. Segundo especialistas do setor, essa aprovação poderia levar anos para acontecer.

Na prática, o acordo comercial vai poder facilitar a redução de tarifas para diversos produtos – como suco de laranja e carne do Brasil – e a abertura de serviços. Os países signatários, porém, devem se comprometer com as metas específicas, como de redução de emissões de gás estufa, por exemplo, previstas no acordo climático de Paris, de 2015, além de combater o desmatamento.

O diplomata, que trabalha na pasta que administra os laços desenvolvidos historicamente com países dos três continentes, concedeu entrevista a Silvonei José do Vatican News/Rádio Vaticano e falou sobre a parceria estratégica do Brasil com a União Europeia:

Ouça a entrevista aqui:
17 agosto 2019, 09:26