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Soldados do Mali integrantes da força de paz, patrulham fronteira com Burkina Faso e Níger. Soldados do Mali integrantes da força de paz, patrulham fronteira com Burkina Faso e Níger.  (AFP or licensors)

Em Paris, G5 sobre plano de investimentos no Sahel

Em Paris, líderes políticos de Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger reuniram-se com a França e a Itália. Na pauta do encontro, o plano de investimento até 2021, que prevê um investimento europeu de mais de um bilhão de euros.

Giordano Contu - Cidade do Vaticano

Líderes políticos africanos e europeus reuniram-se na quinta-feira, 13, em uma reunião de cúpula na Assembleia Nacional de Paris para concretizar o plano de investimentos no Sahel para o triênio 2019-2021.

O objetivo é promover o desenvolvimento, com a construção de escolas e poços de água, e a segurança, especialmente para combater o terrorismo. A União Europeia prometeu fundos de mais de 800 milhões de euros. A França, em particular, disse que irá investir mais de 500 milhões.

O combate ao jihadismo

 

A coalizão de cinco Estados foi formada em 2014 para preservar a região diante da onda terrorista do fundamentalismo islâmico. Nesta área, de fato, o jihadismo sobrevive e em alguns países, como Mali, Níger e Burkina Faso, voltou a controlar grandes territórios.

"É um desafio muito importante que requer muitos meios financeiros e políticos internacionais", afirma o sociólogo Luciano Slater, secretário nacional da Liga pelos Direitos e a Libertação dos Povos e presidente da Associação Nacional de Solidariedade com o Povo Saharaui.

Até agora – ressalta -  o problema tem sido tratado de forma "muito parcial". "Falta ao grupo G5 Sahel os meios econômicos que foram prometidos, mas que estão longe de serem operacionais no terreno".

Verificar os fluxos migratórios

 

A Itália está diretamente envolvida na cúpula de Paris. As principais ameaças à segurança para os países vizinhos e para o norte da África vêm do Sahel. "O interesse de Roma está ligado ao fato de que a desestabilização da região provoca reflexos imediatos de longo prazo", observa Ardesi.

"Os movimentos da população, das massas de refugiados que se deslocam das zonas de guerra ou ameaçadas pelo terrorismo, em direção ao Mediterrâneo, são potenciais forças de emigração". O desafio mais difícil continua sendo o da democracia, especialmente os direitos humanos e a confiança nas instituições.

 

14 dezembro 2018, 10:08