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Apesar do acordo de paz entre o governo e grupos rebeldes, continuam as violências no país Apesar do acordo de paz entre o governo e grupos rebeldes, continuam as violências no país  (AFP or licensors)

Sudão do Sul: combates contínuos no país, apesar dos acordos de paz

O Centro Arrupe, dedicado à formação dos refugiados, foi tomado de assalto e gravemente danificado. Apesar do recente acordo assinado em 6 de agosto pelo governo e grupos rebeldes, as violências continuam no mais jovem país africano, independente do Sudão desde 2011 após meio século de guerra civil.

Cidade do Vaticano

Os combates no Sudão do Sul não dão sinal de arrefecimento. Semanas atrás milícias locais atacaram e destruíram no campo de refugiados de Maban, no Upper Nile State, as propriedades de oito agências humanitárias entre as quais o Serviço Jesuíta para Refugiados (Jesuit Refugee Service - JRS).

Acordo de paz foi assinado em 6 de agosto

Atacado centro jesuíta dedicado à formação dos refugiados

Graças à intervenção da Igreja local, o complexo principal do JRS foi poupado, mas o Centro Arrupe, dedicado à formação dos refugiados, foi tomado de assalto e gravemente danificado. Apesar do recente acordo assinado em 6 de agosto pelo governo e grupos rebeldes, as violências continuam no mais jovem país africano, independente do Sudão desde 2011 após meio século de guerra civil que deixou 2 milhões de mortos.

Milhares de mortos e 4,5 milhões de refugiados e deslocados

O acordo prevê a reintegração do líder dos rebeldes Riek Machar no governo de unidade nacional como primeiro vice-presidente. Machar era vice-presidente quando o mandatário Salva Kiir o acusou de fomentar um golpe de estado em 2013 fazendo efetivamente eclodir o conflito que provocou milhares de mortos e obrigou 4 milhões e meio de pessoas a deixar suas casas para buscar refúgio em outras zonas do país ou no exterior (Etiópia, Uganda, Sudão).

Os confrontos e saqueios continuam no país africano. No assalto a Maban, as salas foram alvo de atos de vandalismo. Bancos, cadeiras e computadores foram destruídos. Além dos danos materiais, o ataque colocou em perigo também os funcionários das agências humanitárias.

Mais de 300 agentes levados para área segura e protegida

Por esse motivo, a missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) evacuou mais de 300 agentes das Ongs da região, incluindo 25 membros do Serviço Jesuíta para Refugiados. O grupo foi levado para uma área segura e protegida. Tal situação paralisará ou, ao menos, reatrdará os cursos de informática, a formação dos professores e as aulas de inglês que foram oferecidas nos últimos anos.

 

As maiores consequências serão sofridas pelas 80 mil pessoas que não poderão receber aquelas noções de base tão necessárias para um futuro mais estável para si e sua comunidade.

Assegurada continuidade do Serviço Jesuíta para Refugiados

“Apesar do ataque a nossas estruturas, os jesuítas continuarão apoiando o esforço no território para oferecer auxílio psicossocial e programas educacionais”, afirmou o diretor da Missão irlandesa jesuíta, Pe. John Guiney, que dá suporte aos programas do Serviço Jesuíta para Refugiados em Maban.

Comunidade internacional precisa intervir

“Este incidente em Maban e outros episódios de violência do Sudão do Sul ao longo dos últimos anos requer uma intervenção urgente por parte da comunidade internacional no sentido de contribuir para restabelecer a lei, a ordem e a segurança para todas as pessoas desta jovem nação”, disse ainda o sacerdote jesuíta.

(Fides)

29 agosto 2018, 13:30