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Sínodo Pan-amazônico: aprofundar riquezas dos povos e defendê-los

Grupo de Reflexão do Sínodo para a Amazônia se reuniu em Manaus, no âmbito do III Encontro da Igreja na Amazônia Legal. Conosco, Pe. Justino Rezende, salesiano do povo Tuyuka, e a Dra Marcia Maria de Oliveira, especialista em Sociedade e Cultura na Amazônia.

Cristiane Murray – Manaus

Antecipando o III Encontro da Igreja na Amazônia Legal, em Manaus, o Grupo de Reflexão do Sínodo para a Amazônia, formado por bispos, especialistas, assessores e colaboradores da Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM se reuniram segunda-feira (20/08) para avaliar o andamento das atividades em vista do Sínodo e articular os futuros encaminhamentos visando a Assembleia, marcada para outubro de 2019.

Análise e propostas

A reunião foi aberta pelo Presidente da REPAM e da Comissão Especial para Amazônia/CEA, Cardeal Cláudio Hummes, que ressaltou a responsabilidade do grupo em garantir fundamentação teológica, metodológica, bíblica, pastoral e cultural no processo Sinodal.

Recordando o último encontro do Grupo, em junho, em Brasília, o teólogo e assessor do Conselho Indigenista Missionário/CIMI, Pe. Paulo Suess, que também participou na redação do Documento Preparatório do Sínodo para Amazônia, destacou que o Sínodo foi convocado para desencadear uma “viragem descolonial” da Amazônia, a fim de amparar sua biodiversidade para o bem de toda a humanidade, e para construir uma Igreja com “rosto amazônico”.

Também participou da reunião o Padre Justino Rezende, salesiano do povo Tuyuka, assessor do Conselho pré-Sinodal, que ao Vatican News falou do dinamismo que a Igreja deve sempre promover, sobretudo neste caminho Sinodal, e que foi ressaltada nesta ocasião:

“Importante porque retomamos o trabalho de preparação ao Sínodo, como lembrar e assumir que a Igreja é dinâmica, continua sua obra de aprofundar as riquezas dos povos e sua defesa. Como cristãos de hoje, precisamos estar atentos às urgências que os povos da Amazônia: ribeirinhos, das cidades e especialmente os indígenas, têm para apresentar como riquezas para aa Igreja a nível universal e local”.

“ Que isto seja realmente uma constante na vida da Igreja aqui em Manaus, no Brasil e na Igreja toda. ”

Marcia Maria de Oliveira, da Universidade Federal de Roraima, doutora em Sociedade e Cultura na Amazônia e colaboradora na redação do Documento Preparatório para o Sínodo, entrevistada pelo Vatican News, destaca os pontos mais importantes do Documento:

Confira

“Eu encaro o Documento como o início de novas discussões sobre a Amazônia. Muito já foi dito sobre a Amazônia no passado, mas o Sínodo vem como uma contribuição importante para nos ajudar a pensar a Amazônia. É uma ocasião para nós mesmos pensarmos em nossos problemas e buscar saídas”.

Avançar na perspectiva de encontrar caminhos novos

“O Sínodo nos permite pensar a sociedade no seu todo e na questão ecológica, buscar o diálogo com toda a Igreja universal: um apelo a repensar em todas as suas ações e ao mesmo tempo, em suas posturas como Igreja e sociedade, no caminho para uma ecologia integral”.

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20 agosto 2018, 23:33