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Suicide bomb blast in a Shi'ite Muslims area in Kabul kils at least 25 people Escola que sofreu ataque no Afeganistão e matou dezenas de estudantes  (ANSA)

Infância roubada: estudantes continuam a ser alvos de guerra

O ataque mais recente foi registrado nesta quarta-feira (15), no centro de Cabul, no Afeganistão, contra uma escola. Ministério da Saúde do país divulgou um balanço parcial de ao menos 48 pessoas mortas e 67 feridas.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

A violência crescente contra as crianças tem preocupado a Igreja e entidades como o Unicef. Henrietta Fore, diretora-geral, abordou, em particular, os eventos registrados na última semana e fez um apelo, dizendo: “Essa violência precisa terminar. O Unicef continua pedindo a todas as partes em conflito para aderir aos princípios humanitários, respeitando-os e garantido a segurança e a proteção de todas as crianças. As crianças não são e nunca devem ser objetos de violência”.

Nesta quarta-feira (15), um ataque suicida a uma escola no centro de Cabul, no Afeganistão, matou e feriu gravemente dezenas de estudantes entre 16 e 18 anos. Um porta-voz do Ministério da Saúde do país divulgou um balanço parcial de ao menos 48 pessoas mortas e 67 feridas.

Há uma semana, no dia 9 de agosto, dezenas de pessoas foram mortas num ataque contra um ônibus escolar, no Iêmen. Mais de 50 perderam a vida, dentre as quais cerca de 40 crianças entre os 6 e 14 anos, além de mais de 80 pessoas – 56 crianças – que ficaram feridas naquele que foi um bombardeio da coalizão árabe contra uma área movimentada na província de Saada, no noroeste do país.

O vigário apostólico da Arábia Meridional, Dom Paul Hinder, comentou que existe um “sentido evidente de impotência” perante uma situação considerada “terrível”. O prelado espera que “a diplomacia se movimente” a respeito e agradece o Papa Francisco “pelos numerosos apelos de paz”, na esperança que “possam trazer algum fruto”.

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16 agosto 2018, 09:00