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TOPSHOT-DRCONGO-HEALTH-EBOLA Médicos na República Democrática do Congo  (AFP or licensors)

Kivu do Norte: abre novo Centro de tratamento anti-Ebola

Um passo adiante na luta contra a epidemia de Ebola que atinge o Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC). Médicos Sem Fronteiras abriu um Centro de tratamento anti-Ebola em Mangina, pequena cidade considerada o epicentro da epidemia

Cidade do Vaticano

Aumentam os cuidados contra a difusão da febre hemorrágica no continente africano. Médicos Sem Fronteiras estão na primeira linha na luta contra o vírus. No novo centro anti-Ebola de Mangina, estão internados 37 pacientes, quase todos contagiados, os restantes são casos suspeitos. Esses pacientes,  depois de um período de isolamento, foram transferidos para as doze estruturas do novo Centro de Tratamento inaugurado dia 14 de agosto.

Um vírus letal

O vírus Ebola, também chamado da febre hemorrágica é transmitido por uma família de cinco diferentes espécies de vírus e podem provocar uma série de efeitos extremamente graves. Causa febre muito alta, dores de cabeça e nas articulações, problemas gastro-intestinais e coceiras; neste estágio da doença todos os fluidos corporais dos indivíduos são contagiosos. A dra. Roberta Petrucci do Médicos Sem Fronteiras, coordenadora do Programa Ebola na República Democrática do Congo explica ao Vatican News: “A transmissão ocorre por meio do contato direto com sangue, secreções e outros fluídos corporais contaminados. Por isso os grupos mais atingidos são as famílias dos pacientes infectados.

Na República Democrática do Congo, onde o vírus se manifesta com maior ou menor frequência desde 1978, já causou neste ano a morte de 41 pessoas. “Atualmente a epidemia está em uma fase preocupante – continua a dra. Petrucci – o número dos casos é em constante aumento e controlar o decurso da doença é difícil, porque não se consegue chegar às comunidades e geralmente estas se encontram em situação muito precária”.

Situação agravada pelos conflitos

“A guerra – explica a médica – torna a situação mais difícil. A epidemia é controlada no momento que podemos entrar nas comunidades onde estão as pessoas contaminadas e tentamos interromper a cadeia de transmissão. Mas na região a segurança é precária e os deslocamentos são difíceis, ou mesmo impossíveis”. O Kivu do Norte, onde foi declarada a epidemia em 1º de agosto, é uma das áreas mais instáveis da região. O conflito atual e as pesadas intervenções militares causaram um número muito grande de desalojados, piorando o problema do limitado acesso aos cuidados médicos.

Plano para controlar o vírus

Médicos Sem Fronteiras está elaborando um plano de ação para combater a epidemia. Está dando apoio às infraestruturas sanitárias locais, além de reforçar os protocolos de prevenção e controle da infecção para garantir continuidade de cuidados aos pacientes não contaminados pelo Ebola. Segundo a dra. Petrucci, “é preciso que os casos sejam isolados. Além disso, a população precisa entender o que está acontecendo, ser tranquilizada, informada e sensibilizada sobre o que é a doença e sobre como se proteger”. Enquanto isso, o Ministério da Saúde local está promovendo um programa de vacinação na área mais atingida pela epidemia, com o apoio da Organização Mundial da Saúde.

21 agosto 2018, 09:55