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Mundial Rússia 2018 Mundial Rússia 2018  (AFP or licensors)

Copa do Mundo de Futebol Patriarca Kirill: não ao doping

O campeonato mundial de futebol será realizado de 14 de junho a 15 de julho. Kirill elogia o esporte comparando-o à ascese, mas deplora o doping e a busca do sucesso a qualquer custo.

Vladimir Rozanskij - Moscou

Por ocasião do Campeonato Mundial de Futebol que se realizará na Rússia de 14 de junho a 15 de julho, o Patriarca de Moscou Kirill discursou na reunião da Comissão Patriarcal para a Cultura e o Esporte. No centro de seu discurso, o convite aos atletas à ascese, para que não "percam a cabeça". "Nenhum sucesso é alcançado sem autodisciplina, sem sacrifício - disse o Patriarca. Precisamente sobre isso está a profunda interconexão entre a Igreja e a visão cristã do esporte".

O esporte atrai os jovens. Abrir centros esportivos nas paróquias

"A força espiritual, de fato, deve absolutamente acompanhar o atleta, especialmente em um nível alto", disse Kirill, especialmente quando as luzes dos holofotes se apagarão e os campeões voltarão à vida normal. O Patriarca de Moscou também a recomenda aos sacerdotes que estejam  próximos dos atletas. Durante os trabalhos da Comissão, Kirill também relançou a necessidade de desenvolver atividades esportivas dentro das paróquias: "O esporte atrai os jovens e desenvolve sua participação na vida paroquial - disse - e ajuda as crianças a formarem-se numa correta relação com a atividade física e o esporte". Então a recomendação para desenvolver princípios metodológicos para a formação de seções esportivas e de clubes diocesanos, com treinamentos, competições e campeonatos em nível eclesiástico e local.

Condenação do doping

Kirill disse então que pratica regularmente exercícios físicos e esportivos e aconselhou todos os sacerdotes a seguirem seu exemplo, sublinhando que "o esporte não é um 'inimigo' do cristianismo". Central, enfim, a condenação do uso do doping, que contradiz a concepção cristã de alcançar o resultado através de provas e da força de vontade. "A pretensão de alcançar possibilidades sobrenaturais tem raízes espirituais nocivas - concluiu o Patriarca. Não podemos nos elevar além de nós mesmos com meios que possam prejudicar a saúde e até mesmo a vida da pessoa". (AsiaNews)

07 junho 2018, 16:33