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António Guterres António Guterres   (AFP or licensors)

Secretário-geral da ONU recebe “Honoris Causa” em Lisboa

António Guterres disse que o mundo "corre o risco de perder a corrida" face à aceleração das alterações climáticas e vincou a "falta de ambição suficiente" para concretizar as metas internacionais.

Domingos Pinto - Lisboa

A cerimónia decorreu esta segunda-feira, 19, na Aula Magna da Universidade de Lisboa, que atribui este doutoramento sob proposta do Instituto Superior Técnico, onde foi aluno e professor.

Na sessão estiveram presentes diversas individualidades, entre as quais, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, vários ministros, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa e membros do corpo diplomático acreditado em Portugal.

Na sua intervenção, o antigo 1º Ministro Português sublinhou duas grandes preocupações da atualidade: As alterações climáticas que são “a maior ameaça para a vida coletiva”, e ainda as questões da segurança, sobretudo “a falta de mecanismos regulatórios para as novas tecnologias”.

António Guterres disse que o mundo "corre o risco de perder a corrida" face à aceleração das alterações climáticas e vincou a "falta de ambição suficiente" para concretizar as metas internacionais.

Já em relação às questões da segurança, no ciberespaço, o engenheiro eletrotécnico que se licenciou com 19 valores e foi Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, alertou também que existem, “de forma mais ou menos escondida, episódios de ciberguerra no mundo” entre Estados e não há nenhum esquema regulatório.

“Estou convencido que a próxima guerra entre dois estados vai ver antecedida por um maciço ciberataque com objetivo de destruir as capacidades militares”, sublinhou António Guterres que ouviu nesta cerimónia o Presidente da República Portuguesa destacar o seu percurso pessoal e político.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se a Guterres como “a personalidade de longe mais qualificada" da sua geração, e manifestou o seu reconhecimento “em nome de todos os portugueses”.

O Presidente da República considerou que a atribuição do doutoramento é uma “justíssima homenagem,” e disse que o secretário-geral da ONU foi “o governante mais consensualmente amado desde sempre em democracia”.

 

20 fevereiro 2018, 17:21