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Armênios celebram o Natal ortodoxo na Catedral de Yerevan Armênios celebram o Natal ortodoxo na Catedral de Yerevan  (AFP or licensors)

Israel: Parlamento rejeita projeto de lei que reconheceria genocídio armênio

Israel não pretende tomar nenhuma posição oficial sobre a questão dos armênios, “levando em consideração sua complexidade e suas implicações diplomáticas”, explicou o vice-ministro do Exterior, Tzipi Hotovely.

Cidade do Vaticano

O Parlamento israelense rejeitou um projeto de lei apresentado por Yair Lapid - representante do partido de centro e laico Yesh Atid - que caso aprovado, teria oficializado o reconhecimento por parte de Israel do “Genocídio armênio”.

O voto preliminar que interrompeu a sessão parlamentar do projeto de lei foi proferido na quarta-feira, 14 de fevereiro.

O vice-ministro do Exterior israelense, Tzipi Hotovely, declarou que Israel não tomará oficialmente nenhuma posição sobre a questão dos armênios, “levando em consideração sua complexidade e suas implicações diplomáticas”.

Povo armênio, primeira vítima dos modernos extermínios de massa

 

Em 25 de abril de 2015, o presidente israelense Reuven Rivlin havia recebido na residência presidencial em Jerusalém um evento comemorativo para recordar os cem anos dos extermínios planejados dos armênios, ocorridos um século antes em Anatólia.

Durante a cerimônia, o presidente israelense havia recordado que o povo armênio foi “a primeira vítima dos modernos extermínios de massa”, mas evitou usar a palavra “genocídio” para indicar os massacres em que morreram mais de 1 milhão e meio de pessoas.

Também o presidente Donald Trump, em 24 de abril de 2017, dedicou um pronunciamento oficial aos massacres planejados dos armênios em 1915, mas evitou aplicar a estes massacres sistemáticos a definição de “Genocídio armênio”, seguindo a linha adotada pelos seus últimos 4 predecessores, mesmo para não suscitar reações por parte da Turquia.

(Agência Fides)




20 fevereiro 2018, 14:50