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Jubileu Compostelano. Dom Barrio: tempo de graça, cura e encontro

"São Tiago faz ressoar a esperança", disse o prelado, para que todos possam "abraçar a novidade libertadora do cristianismo para dar respostas críveis às perguntas existenciais" de cada pessoa.

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O Ano Santo Compostelano é "um tempo de graça, cura e encontro". Este é o centro da homilia proferida neste domingo, 25 de julho, pelo arcebispo de Santiago de Compostela, na Espanha, dom Julián Barrio Barrio.

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Na festa do Apóstolo Tiago, o prelado presidiu a Santa Missa na catedral da cidade, uma celebração que, este ano, teve um valor a mais, já que se realizou no "Jubileu Compostelano": o evento se celebra toda vez que o dia 25 de julho cai num domingo, como aconteceu em 2021. A missa também contou com a presença da Família Real da Espanha.

"São Tiago nos lembra a necessidade de nos identificarmos com a história e a pessoa de Cristo, na busca paciente da verdade para promover a cultura do cuidado comum que nos permite compreender a unidade e a história dos povos da Espanha, estruturada com o que é comum a todos e o que é específico de cada um", disse dom Barrio.

O arcebispo confiou à intercessão do Apóstolo "todos os povos da Espanha, para que possam manter uma convivência fraterna sem esquecer suas raízes".

"São Tiago faz ressoar a esperança", disse o prelado, para que todos possam "abraçar a novidade libertadora do cristianismo para dar respostas críveis às perguntas existenciais" de cada pessoa. O sentimento do desconhecido "está gerando incerteza sobre o futuro" e é por isso que, "uma civilização ocidental com alma empobrecida, há necessidade de Cristo, Aquele que dá esperança para que a vida não seja condenada a ser sem sentido". Mas a esperança cristã", reiterou dom Barrio, "é inseparável do amor solidário, porque o exercício da caridade é a maneira de tornar crível o amor de Deus que não abandona ninguém".

"A missão da Igreja", acrescentou o arcebispo, "é levar as pessoas a Deus, mas também exortar todas as pessoas de boa vontade a tomarem consciência da raiz da qual provêm os males, para que possam remediar as injustiças e as condições deploráveis em que muitas pessoas vivem". O prelado fez então uma oração por todas as vítimas da pandemia da Covid-19 (na Espanha, em 26 de julho, se contam 4,28 milhões de contágios e mais de 81 mil mortes), por todos os profissionais da saúde da linha de frente e por aqueles que perderam suas vidas "por causa da violência, que é sempre irracional". Dom Barrio também fez um forte apelo aos governantes para que busquem "a renovação ética e moral da sociedade com fortaleza, generosidade e constância".

Entre os concelebrantes da missa estavam o arcebispo emérito de Madri, cardeal Antonio María Rouco Varela, e o secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, mons. José Rodríguez Carballo.

Iniciado em 31 de dezembro de 2020, com a abertura da Porta Santa da Catedral Compostelana, que abriga os restos mortais de São Tiago, o Ano Santo tem como tema "Sai de sua terra! O Apóstolo espera por você". Para marcar a ocasião, no ano passado o Papa Francisco enviou uma mensagem a dom Barrio na qual escreve: "Seguindo os passos do Apóstolo, deixamos o  nosso eu, as certezas às quais nos agarramos, com um objetivo claro em mente: não somos seres errantes, sempre girando em torno de nós mesmos sem chegar a lugar nenhum. É a voz do Senhor que nos chama e, como peregrinos, nós a acolhemos em atitude de escuta e busca, empreendendo esta viagem para encontrar Deus, os outros e nós mesmos".

A conclusão do Jubileu estava inicialmente prevista para o fim de 2021, mas o Papa autorizou sua continuação até 2022, devido à persistência da pandemia da Covid-19, que está impedindo a realização normal das peregrinações.

Vatican News Service – IP/MJ

26 julho 2021, 12:31