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Papa Francisco na Sala Paulo VI com membros da Associação Nacional de Trabalhadores Idosos Papa Francisco na Sala Paulo VI com membros da Associação Nacional de Trabalhadores Idosos 

Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

"Tomar consciência que o Senhor de todas as idades, está sempre conosco, especialmente nos momentos atuais de isolamento e riscos de vida" é o sentido desta data instituída pelo Papa Francisco, explica o bispos da Diocese de Campos.

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz - Bispo Diocesano de Campos (RJ)

Com o lema “Eu estou contigo todos os dias” (cf. Mt 28,20), o Papa Francisco instituiu o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, a ser celebrado no quarto domingo do mês de julho. Contextualiza esta celebração no meio da Pandemia atual do Coronavírus, que trouxe perdas, solidão e outras tribulações aos idosos. Lembra a figura emblemática de Joaquim, a quem o Senhor atende enviando um Anjo no meio da noite para consolá-lo.

Este é o sentido desta data, tomar consciência que o Senhor de todas as idades, está sempre conosco, especialmente nos momentos atuais de isolamento e riscos de vida. Este Anjo terá um rosto de um filho, de um neto, de um vizinho ou mesmo da pastoral dos idosos, que virá para escutar e socorrer nossas necessidades.

Mas os idosos não são somente destinatários privilegiados do nosso amor e solicitude, senão também portadores e vocacionados a dar um testemunho e viver uma missão. São os depositários da Aliança, nossas raízes e nossa memória viva, sem a qual não seríamos livres e não teríamos futuro. Somente com eles, e com sua contribuição e sabedoria, venceremos a pandemia, vivenciando uma Aliança da vida intergeracional, que inclua a todas as pessoas e todas as criaturas da Terra.

Para edificar o novo normal da pós- pandemia, devemos conjugar e entretecer três pilares: os sonhos, a memória e a oração. De veras, o profeta Joel já anunciara no texto bíblico a seguinte promessa: “Os vossos anciãos terão sonhos e os jovens, terão visões”. Mas, os sonhos como afirmava uma sobrevivente do holocausto, Edith Bruck, estão entrelaçados com a memória, pois recordar é viver, e para viver precisamos sonhar acordados.

Memória que se torna oração e, como no caso do irmão Carlos de Foucauld, gera fraternidade universal e esperança de uma nova humanidade. Que possamos repetir com confiança e, em particular para os mais jovens, as palavras que trazem certeza e firme consolação no Deus que sempre caminha conosco: “Eu estou contigo todos os dias”. Deus seja louvado!

22 julho 2021, 08:22