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Protesto em Londres contra a prisão do sacerdote jesuíta Protesto em Londres contra a prisão do sacerdote jesuíta 

Padre Swamy aguarda na prisão até junho resposta de Tribunal

Em videochamada, o sacerdote confirmou ao juiz que seu estado se agravou durante a detenção, a ponto de não conseguir mais comer, se lavar e andar sozinho. “A hospitalização - disse ele - não mudaria muito”. O sacerdote, portanto, permanecerá na prisão até que a decisão do Tribunal seja proferida em junho.

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O Tribunal Superior de Mumbai adiou para 7 de junho a análise do terceiro pedido de fiança para o padre Stan Swamy, o idoso sacerdote jesuíta ativista pelos direitos humanos dos povos indígenas, preso há mais de sete meses sob a acusação de terrorismo e sedição.

O sacerdote, que sofre de Parkinson e outras doenças, foi visitado por uma equipe médica para verificar seu estado de saúde e compatibilidade com a detenção na prisão. O Tribunal - relata a Agência UCA News - concedeu-lhe a oportunidade de ser hospitalizado em um hospital em Mumbai, mas o padre Swamy, entrevistado por videochamada, rejeitou a proposta de pedir fiança temporária para retornar à casa em Ranchi e lá poder se recuperar.

 

O sacerdote confirmou ao juiz que seu estado se agravou durante a detenção, a ponto de não conseguir mais comer, se lavar e andar sozinho. “A hospitalização - disse ele - não mudaria muito”. O sacerdote, portanto, permanecerá na prisão até que a decisão do Tribunal seja tomada em junho. Nos últimos dias, amigos e familiares haviam expresso grande preocupação pela sua saúde e, em particular, que pudesse ter contraído Covid-19 na prisão de Taloya, onde vários internos foram infectados.

A recordar que padre Swamy foi detido em 8 de outubro, juntamente com outros 15 ativistas sociais pelos direitos dos Adivasi, todos acusados, de acordo com a Unlawful activities prevention act - UAPA ("Lei de Prevenção de Atividades Ilícitas", em tradução livre), de terrorismo e cumplicidade com os rebeldes maoístas e, em particular, de um suposto envolvimento nos motins que eclodiram em 2018 em Bhima-Koregaon, no Estado de Maharashtra. Acusações que o sacerdote sempre rejeitou. Apesar da idade e das precárias condições de saúde associadas ao Parkinson, as autoridades indianas até agora também rejeitaram sua libertação sob fiança.

Nestes meses, inúmeros apelos foram lançados por vários membros da Igreja na Índia, mas também do exterior, pela sua libertação por razões humanitárias, para que ele pudesse se tratar e se defender das injustas acusações contra ele. Os apelos – incluindo aqueles de três cardeais indianos em janeiro passado, durante uma reunião com o primeiro-ministro Narendra Modi - não surtiram efeito.

Vatican News Service - LZ

22 maio 2021, 09:22