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Celebração da Sexta-feira da Paixão em Porto Príncipe Celebração da Sexta-feira da Paixão em Porto Príncipe  (ANSA)

Imprensa haitiana anuncia libertação de um dos sequestrados em 11 de abril

Na última semana a Conferência Episcopal do Haiti havia denunciado o que chama de "ditadura do sequestro", defendendo que "não podemos deixar que os bandidos tenham o poder de nos matar, estuprar e sequestrar. Devemos nos unir em oração por um país melhor”. Neste sentido, para o dia 15 de abril havia sido convocada uma paralisação no trabalho das instituições católicas no país, com o convite à população para a oração comum, em todas as igrejas.

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Uma das dez pessoas sequestradas nas proximidades de Porto Príncipe no domingo, 11 de abril, teria sido libertada, informou em seu site na noite de sábado o jornal “Le Telegramme”. Ainda estão nas mãos dos sequestradores 5 sacerdotes, 2 religiosas e 2 parentes de um dos sacerdotes.

 

“Neste sábado, 17 de abril, uma fonte haitiana nos informou que um dos reféns havia sido libertado. De acordo com elementos em nosso poder, um resgate de $ 50.000 teria sido pago aos sequestradores pela libertação do grupo. Contra todas as previsões, a quadrilha, chamada 400 Mawozo, libertou apenas um refém. Trata-se da mãe do padre Jean Anel Joseph, que no último domingo deveria assumir sua nova paróquia", escreve o jornal, acrescentando que "a haitiana, de cerca de 70 anos, era a mais vulnerável do grupo e sua saúde estava se tornando preocupante.”

Após a libertação, os sequestradores não teriam mais entrado em contato com os padres de Saint-Jacques, a quem as autoridades confiaram a tarefa de conduzir as negociações.

Na quinta-feira, 15 de abril, escolas haitianas, públicas e privadas, bem como muitas atividades comerciais permaneceram fechadas em sinal de solidariedade aos reféns, mas também em protesto contra a insegurança que atinge o país há muitos meses.

Os sacerdotes sequestrados pertencem à Sociedade dos Padres de Saint Jacques. Entre as duas religiosas e dois fiéis leigos encontram-se Michel Briand, missionário bretão de 67 anos de Messac - que vive na ilha há muitos anos - e Agnès Bordeau, religiosa de Sarthe.

*Com Agência Fides

19 abril 2021, 11:36