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Moçambicanos tentam voltar à normalidade em Palma, Cabo Delgado, após as violências jihadistas Moçambicanos tentam voltar à normalidade em Palma, Cabo Delgado, após as violências jihadistas  (ANSA)

ACS reforça campanha em favor de países africanos atingidos pela violência extremista

A fundação de direito pontifício decidiu lançar um ulterior apelo em favor do continente africano encorajados pelas palavras do Papa Francisco na mensagem da Páscoa, em que rezou peloas populações da África, "cujo futuro está ameaçado pela violência interna e pelo terrorismo internacional, e defende o diálogo fraterno em espírito de reconciliação", como explicou seu presidente executivo.

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A Ajuda à Igreja que Sofre decidiu destinar 8 milhões de euros para apoiar as vítimas do fundamentalismo na África. “Em 2020, a África sofreu uma violenta Via Sacra e se tornou um 'continente de mártires' - afirma o presidente executivo da ACS, Thomas Heine-Geldern. A violência, os deslocamentos forçados e os assassinatos de cristãos aumentaram dramaticamente. Espero que nossa ajuda possa aliviar o sofrimento dessas pessoas”.

De fato, são diversos os países africanos nos quais, nos últimos anos, os cristãos se tornaram alvo de extremistas islâmicos. Em nenhum outro continente um número tão elevado de sacerdotes, religiosos e funcionários da Igreja foram assassinados, lê-se no comunicado da ACS. Mas se por um lado a Igreja Católica na África está frequentemente entre as vítimas dos mais recentes ataques, observa Heine-Geldern, ao mesmo tempo ela é uma importante força de apoio, reconciliação e cura para aqueles que sofrem violência. Neste sentido, a ACS considera uma missão urgente apoiar a Igreja na África com ainda mais força do que no passado. Uma campanha com este fim, "Curar as feridas do extremismo religioso na África", já sustenta diversos projetos.

Inspiração no Papa Francisco

 

O presidente executivo da ACS especifica que foi o Papa Francisco quem encorajou com suas palavras no Domingo de Páscoa o compromisso com a África, lançando um apelo por uma firme solidariedade em favor do continente. “O Papa reza em particular pelos povos da África, cujo futuro está ameaçado pela violência interna e pelo terrorismo internacional, e defende o diálogo fraterno em espírito de reconciliação - explica Heine-Geldern. A A juda à Igreja que Sofre faz todo o possível para cumprir a missão formulada pelo Papa para a África”.

Educação ao diálogo e à tolerância

 

Uma das prioridades da Igreja na África é construir um diálogo inter-religioso que permita a compreensão mútua e a fraternidade, como em Bamako, capital do Mali, um país predominantemente islâmico, onde em particular recebe ajuda o Instituto de Formação Islâmico-Cristão (IFIC), para a construção de um novo prédio a ser erguido no campus da universidade, permitindo assim que mais alunos frequentem cursos inter-religiosos.

Formação psicológica e espiritual

 

Mas como a verdadeira paz só é possível curando os traumas psicológicos daqueles que foram profundamente feridos pelo terror islâmico, a ACS também promove projetos de formação espiritual e psicológica. Na Diocese de Maiduguri, Nigéria, o regime terrorista de Boko Haram deixou duas mil viúvas traumatizadas e vários milhares de órfãos e, para ajudar a população marcada pelo sofrimento, foi alocado financiamento para um centro de formação de terapeutas especializados no tratamento de traumas psicológicos.

Para os sacerdotes e irmãs que têm necessidades de ajuda para viver sua vocação em condições perigosas, ACS incentiva retiros espirituais e cursos de formação. Em Burkina Faso, onde milhares de pessoas foram forçadas a fugir do terror dos islamitas e onde muitos cristãos foram mortos, e também em Camarões, Nigéria e República Centro-Africana, é financiada com regularidade a organização de seminários para o fortalecimento espiritual de sacerdotes, religiosos e religiosas.

Infraestrutura e logística das comunidades

 

Ademais, a ACS apoia o seu sustento por meio de ofertas para as Missas e financia a compra de meios de transporte e comunicação. Na Diocese de Pemba, no norte de Moçambique, por exemplo, recebem assistência 26 freiras que trabalham em uma área particularmente afetada pelas milícias jihadistas e onde mais de 750.000 pessoas, por medo, deixaram suas casas.

Para manter a fé viva, também é importante ajudar as comunidades a reconstruir igrejas e infraestruturas religiosas danificadas ou destruídas pela violência islâmica. Por este motivo, o Níger, na cidade de Zinder, está recebendo apoio para a reconstrução de uma igreja paroquial que foi destruída em 2015 após da publicação das caricaturas sobre Maomé no jornal satírico francês Charlie Hebdo.

Vatican News Service - TC

27 abril 2021, 07:00