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Atualmente, as religiosas trabalham com 100 doentes de hanseníase, pertencentes a 23 famílias, em Da Nang e Thua Thien Hue, Quang Nam e Quang Ngai Atualmente, as religiosas trabalham com 100 doentes de hanseníase, pertencentes a 23 famílias, em Da Nang e Thua Thien Hue, Quang Nam e Quang Ngai 

No Vietnã, a missão das Irmãs da Visitação entre os doentes de hanseníase

Desde 1989 as religiosas tratam e confortam uma centena de pacientes, forçados a abandonar em 2012 uma colônia onde viviam em uma colina, para dar lugar a um vilarejo turístico. Agora as 23 famílias estão espalhadas em casas isoladas, em hospitais ou nas províncias de origem.

Anna Poce – Vatican News

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Em Da Nang, no Vietnã, as Irmãs de Nossa Senhora da Visitação há anos ajudam os que sofrem de hanseníase, obrigados em 2012 a abandonar a colônia onde viviam em uma colina, para dar lugar à construção de um vilarejo turístico. Mas o resort de US$ 130 milhões ainda não foi construído devido a disputas entre residentes locais e investidores.

Irmã Mary Nguyen Thi Loi, responsável pelo convento em Da Nang, falou à Agência Uca News sobre as visitas feitas pelas religiosas para levar ajuda e conforto aos doentes de hanseníase, em sua maioria transferidos para casas disponibilizadas pelo governo local, no distrito de Lien Chieu, ou levados ao hospital para tratamento. Alguns, por fim, voltaram às suas províncias de origem.

Colônia fundada em 1968 por um casal de missionários estadunidenses

 

A colônia que abrigava os doentes de hanseníase, chamada Hy Lac Vien ou Happy Haven, foi fundada em 1968 por Gordon Smith e sua esposa, missionários estadunidenses, ex-membros da Christian and Missionary Alliance, que deixaram o país em 1974 devido a problemas de saúde.

Os doentes, no final da Guerra do Vietnã, em 1975, viviam na pobreza, isolados e abandonados, não tendo meios de transporte para chegar a outros lugares. Para sobreviver, cultivavam a terra, pescavam e colhiam frutas e vegetais na floresta. Somente em 1980, graças à limpeza de um caminho sinuoso sobre a colina, algumas irmãs de Da Nang começaram a visitar os doentes regularmente. Naquela época, a colônia abrigava cerca de 100 católicos, mas como o Mal de Hansen ainda era considerado uma doença altamente contagiosa e devastadora, os padres foram proibidos de oferecer-lhes cuidados pastorais. As freiras, portanto, fingiam ser pessoas comuns, administravam a Comunhão e regularmente lhes ofereciam roupas, alimentos, remédios e outros suprimentos básicos.

Ajuda financeira, comida, remédios e partilha

 

Hoje, explica Irmã Loi, as freiras trabalham com 100 doentes de hanseníase, pertencentes a 23 famílias, em Da Nang e Thua Thien Hue, Quang Nam e Quang Ngai, tendo dificuldade de manter contato, pois os pacientes são analfabetos e não têm celular.

As irmãs, a cada dois ou três meses, visitam as casas dos enfermos, oferecem dinheiro, roupas, alimentos, remédios e bolsas de estudo, graças também ao financiamento da Friends of Lepers in Vietnam, uma organização sem fins lucrativos com sede nos Estados Unidos, que apoia os doentes de hanseníase.

“Procuramos consolá-los e compartilhar algo de útil com eles e seus familiares - conclui a religiosa - para diminuir seu sofrimento físico e mental, porque são nossos irmãos”.

Vatican News Service - AP

17 março 2021, 08:07