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Dioceses de Mianmar unidas em oração pelo fim da violência no país

Na Audiência Geral da última quarta-feira, o Papa Francisco havia feito um apelo urgente pelo fim da violência em Mianmar: "Eu também me ajoelho nas ruas de Mianmar e digo: pare a violência! Também eu estendo meus braços e digo: prevaleça o diálogo! O sangue não resolve nada. Prevaleça o diálogo!"

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Algumas dioceses de Mianmar têm promovido iniciativas por uma solução pacífica para a crise política na nação do Sudeste Asiático e pelo fim da violência contra aqueles que protestam contra o golpe militar do dia 1º de fevereiro. Segundo a Agência UCA News, os católicos vêm sendo convidados a  jejuar, recitar o Rosário, fazer adoração ao Santíssimo Sacramento e participar de novenas.

A Diocese de Taungngu, por exemplo, exortou o clero, religiosos, catequistas e leigos, a jejuar e rezar no dia 21 de março, das 6 da manhã às 18 horas. O clero foi chamado a celebrar a Missa às 6 horas e a adorar o Santíssimo Sacramento até às 18 horas; e os leigos foram convidados a rezar e recitar o Rosário em grupos.

 

“Todos nós sabemos e sentimos que a crise atual em nossa pátria está se agravando. Acredito que é dever de cada cidadão - disse Dom Isaac Danu, bispo de Taungngu - trazer a paz”.

Desde o início de março, na Diocese de Lashio, no norte do Estado de Shan, o bispo, os sacerdotes, os religiosos e os leigos observam uma hora de adoração todas as quintas-feiras e rezam o Rosário todos os sábados. A Diocese de Pathein também aderiu, recitando a novena e outras orações pela paz no país.

Por sua vez, a Conferência Episcopal de Mianmar, no dia 7 de fevereiro, convocou um dia especial de oração, jejum e adoração para pedir o fim da violência em Mianmar. “Esta crise – tuitou em 20 de março o cardeal Charles Bo, arcebispo de Yangon - não será resolvida com derramamento de sangue. Busquem a paz”.

A nação testemunha, desde 1º de fevereiro, uma repressão sangrenta da junta militar para acabar com os protestos contra o golpe militar: assassinatos, invasões de domicílios, prisões e disparos contra os manifestantes, que continuaram a protestar em cidades e povoados em todo o país, desafiando os militares. Também neste fim de semana, foram verificadas manifestações ao amanhecer, vigílias à luz de velas e protestos noturnos em várias cidades do país.

Indonésia e Malásia pediram a Brunei, atualmente à frente da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que organize uma reunião urgente para tratar sobre a crise em Mianmar, estendendo o convite para participar do encontro a enviada especial da ONU, Christine Schraner Burgener.

Em Mianmar, desde o início dos protestos foram mortas pelo menos 250 pessoas e mais de 2.665 presas de acordo com ativistas da Assistance Association for Political Prisoners (Associação de Assistência a Prisioneiros Políticos).

Vaticano News Service - AP

23 março 2021, 08:11