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Líbano. Bispos greco-melquitas apoiam a “neutralidade libanesa”

Os bispos melquitas divulgaram um documento ressaltando a necessidade de manter o Líbano longe dos conflitos regionais e de acelerar a formação de um novo governo, após sete meses de impasse institucional e uma crise socioeconômica que está se configurando cada vez mais como um verdadeiro colapso nacional. No texto divulgado, os bispos questionam, sem citar nomes, os responsáveis pelo caos, que estão alimentando a crise institucional por razões "de natureza confessional, longe de qualquer interesse nacional"

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Os bispos da Igreja católica greco-melquita também apelaram para manter o Líbano longe dos conflitos regionais, concordando com os muitos apelos feitos a este respeito pelo patriarca de Antioquia dos Maronitas, no País dos Cedros, o cardeal Béchara Boutros Raï, que há meses tem enfatizado a necessidade de definir e preservar a posição de neutralidade do Líbano com relação aos eixos de poder contrapostos nos conflitos regionais, e nas últimas semanas também tem insistido sobre a oportunidade de convocar uma Conferência internacional sob a égide das Nações Unidas dedicada à questão libanesa.

Crise institucional e socioeconômica

Ao término de seu último encontro realizado em 10 de março, em Raboué, na sede patriarcal libanesa, sob a presidência do patriarca Youssef Absi, os bispos melquitas divulgaram um documento ressaltando a necessidade de acelerar a formação de um novo governo, após sete meses de impasse institucional e uma crise socioeconômica que está se configurando cada vez mais como um verdadeiro colapso nacional.

No texto divulgado, os bispos questionam, sem citar nomes, os responsáveis pelo caos, que estão alimentando a crise institucional por razões "de natureza confessional, longe de qualquer interesse nacional".

Impasse na formação de um novo governo

Diante da depreciação recorde alcançada pela moeda libanesa, os bispos pedem, em particular, medidas urgentes para pôr fim à "alta do dólar no mercado negro" e para punir os responsáveis por este fenômeno.

“O último governo libanês em exercício, presidido pelo premier Hassan Diab, caiu após os protestos que se seguiram às explosões no porto de Beirute em 4 de agosto de 2020.”

Em 22 de outubro de 2020, o sunita Saad Hariri, líder do partido político "Futuro", foi encarregado de formar um novo governo, mas desde então não conseguiu formar o novo gabinete, em parte devido às tensões institucionais que surgiram entre o premier encarregado e o presidente Aoun em torno da lista de ministros que deveriam compor a equipe do governo.

(Fides)

16 março 2021, 10:03