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Sudão do Sul. Conselho de Igrejas: restabelecer a paz, a segurança e a estabilidade

Os signatários da nota denunciam “a devastadora violência intercomunitária, os deslocamentos de civis, violência sexual e de gênero, bloqueios de estradas para extorquir dinheiro de viajantes e agentes humanitários”, junto com “uma economia que vacila com taxas de inflação em alta”.

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Há um ano, em 22 de fevereiro de 2020, o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e o líder da oposição, Riek Machar, anunciaram um acordo para formar um Governo de Unidade Nacional (Transitional Government of National Unity). Passados 365 dias dessa data, o Conselho de Igrejas do Sudão do Sul (Sscc), junto com o Fórum Nacional da Sociedade Civil (Sscsf) e a Coalizão das Mulheres do Sudão do Sul pela Paz (Sswcp) lançaram um apelo conjunto ao governo para restabelecer a paz, a segurança e a estabilidade, pondo um fim a “todo derramamento de sangue”.

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Os signatários da nota denunciam “a devastadora violência intercomunitária, os deslocamentos de civis, violência sexual e de gênero, bloqueios de estradas para extorquir dinheiro de viajantes e agentes humanitários”, junto com “uma economia que vacila com taxas de inflação em alta”. Recorda-se também que os “relatórios das agências humanitárias indicam constantemente um aumento no número de pessoas que precisam de ajuda no pais”.

“Esta não é a primeira vez que fazemos um apelo aos líderes para que cumpram suas responsabilidades para com a nação e seus cidadãos”, reiteram os signatários. Diante de uma “situação insuportável de sofrimento humano”, que também está “aumentando”, os três organismos se sentem “impelidos a dar voz ao pedido do povo pelo fim dos conflitos violentos e da insegurança, do deslocamento de civis e do contínuo aumento de órfãos e viúvas”. Por isso, eles exortam juntos, “todos os representantes e líderes religiosos, mulheres, jovens e representantes da sociedade civil a se unirem, levantarem a voz e pedirem o que a população precisa desesperadamente, ou seja, paz, segurança e estabilidade”.

“Embora reconheçamos a diminuição dos conflitos militares entre as partes envolvidas”, bem como “os passos positivos” tomados para reconhecer os responsáveis “por crimes contra os civis” e para promover o trabalho do executivo, ressalta a nota, “continuamos profundamente preocupados que a situação geral não tenha melhorado de forma convincente”. Os signatários ressaltam que apesar dos numerosos apelos lançados no ano passado, não houve “mudança significativa diante da crise” que atinge o país e “o sofrimento humano” dos cidadãos. Por este motivo, eles se comprometem a reiterar seu apelo “até que todos os líderes nacionais os escutem e tragam paz, justiça, liberdade e prosperidade a todos os cidadãos do Sudão do Sul”. A nota conjunta se conclui com a hashtag #SudanIsCalling (O Sudão do Sul está chamando).

Deve-se lembrar que o Conselho de Igrejas do Sudão do Sul é um organismo ecumênico que inclui várias Igrejas membros, bem como Igrejas associadas e trabalha em prol da reconciliação nacional. A Coalizão das Mulheres do Sudão do Sul pela Paz e o Fórum Nacional da Sociedade Civil trabalham na busca da paz.

Vatican News Service – IP/MJ

22 fevereiro 2021, 13:04