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Iraque. Sako: é errado esperar que visita do Papa resolva todos nossos problemas

No comunicado, o patriarca de Babilônia dos Caldeus, no Iraque, cardeal Louis Raphaël I Sako, observa que o Papa "não poderá visitar todos os santuários", mas ao mesmo tempo destaca o forte significado simbólico dos lugares que serão tocados pela visita do Santo Padre - incluindo Ur, Najaf, Mosul e Quaraqosh -, de onde o Bispo de Roma poderá difundir "palavras de amor, fraternidade, reconciliação, tolerância e respeito pela vida, a diversidade e o pluralismo"

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O Papa Francisco "não está vindo ao Iraque para resolver todos os problemas" das comunidades cristãs locais. Certamente não depende dele trazer de volta ao Iraque "os cristãos que emigraram para o exterior", ou "recuperar suas propriedades usurpadas". Cabe antes ao governo iraquiano "criar as condições para o retorno" deles.

Com essas palavras, o patriarca de Babilônia dos Caldeus, no Iraque, cardeal Louis Raphaël I Sako, quis responder em uma declaração oficial a reações "circuladas através das redes sociais" à iminente visita papal ao País do Golfo, programada para realizar-se de 5 a 8 de março.

Forte significado simbólico dos lugares de visita do Pontífice 

 

No breve comunicado, circulado pelos canais oficiais do Patriarcado caldeu, o patriarca observa que o Papa "não poderá visitar todos os santuários", mas ao mesmo tempo destaca o forte significado simbólico dos lugares que serão tocados pela visita do Santo Padre - incluindo Ur, Najaf, Mosul e Quaraqosh -, de onde o Bispo de Roma poderá difundir "palavras de amor, fraternidade, reconciliação, tolerância e respeito pela vida, a diversidade e o pluralismo".

 

Interesse e satisfação pela próxima visita do Santo Padre

 

Enquanto isso, nestes dias, o patriarca caldeu Louis Raphaël I Sako continua se encontrando com representantes de instituições, forças políticas e grupos sociais e religiosos, todos desejosos de expressar interesse e satisfação pela próxima visita do Pontífice.

Entre outros, o patriarca também recebeu uma delegação da Aliança Política Xiita al Hikma ("Corrente de Sabedoria Nacional"), bem como o parlamentar Saib Khidir, representante da minoria Yazidi.

(Com Fides)

17 fevereiro 2021, 13:30