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Papa Francisco na oração inter-religiosa pela paz em Roma, em 20 de outubro de 2020 Papa Francisco na oração inter-religiosa pela paz em Roma, em 20 de outubro de 2020  (ANSA)

Religiões têm o dever de contribuir para a paz e a justiça, dizem bispos alemães

“Cada um de nós é chamado a trabalhar por uma cultura de paz e tolerância, a defender os direitos humanos e a superar o que nos divide”, escreve o presidente da Subcomissão para o Diálogo Inter-religioso da Conferência Episcopal.

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“As religiões têm o dever de contribuir para a paz e a justiça”, afirma a Conferência Episcopal alemã (DBK), em nota assinada por Dom Bertram Meier, presidente da Subcomissão para o Diálogo Inter-religioso.

A reflexão dos prelados surge por ocasião do primeiro Dia Internacional da Fraternidade Humana, instituído pelas Nações Unidas para ser celebrado em todo dia 4 de fevereiro. O evento coincide com o aniversário do "Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Coexistência Comum", assinado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em 4 de fevereiro de 2019 pelo Papa Francisco e pelo Grão Imame de Al-Azhar, Ahmed Al-Tayyeb e que na tarde desta quinta-feira tem o próprio Pontífice participando virtualmente das iniciativas programadas.

“Cada um de nós - escreve Dom Meier - é chamado a trabalhar por uma cultura de paz e tolerância, a defender os direitos humanos e a superar o que nos divide”. “O Papa e o Grão Imame - acrescenta - estão cientes do ódio e do fanatismo que se desencadeiam em nome da religião. E é precisamente por isso que nos recordam fortemente que somos todos filhos de Deus, iguais em direitos e dignidade, chamados a viver juntos como irmãos e irmãs”.

“Este dia - sublinha ainda o prelado alemão - é um claro sinal de que as religiões têm a oportunidade, mas também o dever, de contribuir para a paz e a justiça na terra, nossa casa comum. Por maiores que sejam os obstáculos a superar no caminho da paz universal, nós o percorremos confiando em nosso Deus que une os corações divididos e eleva o espírito humano”.

Olhando, então, para o difícil contexto mundial causado pela pandemia de Covid-19 e que torna todos "mais conscientes de que fazemos parte de uma única família humana", Dom Meier chama a atenção para a crescente tentação do egoísmo e exorta os cristãos a “traduzir a missão da caridade em ações concretas”, porque “a caridade cristã não é somente uma questão privada, mas tem sempre uma dimensão social ”.

Daí o convite final do bispo "a deixar-se inspirar pelo espírito de fraternidade e a unir-se aos cristãos de todo o mundo para recitar a Oração ao Criador" colocada pelo Papa Francisco no final da sua Encíclica "Fratelli tutti sobre a fraternidade e a amizade social"

Vatican News Service – IP

04 fevereiro 2021, 11:13