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Atualmente na Tanzânia existem mais de 2 mil sacerdotes autóctones, que juntamente com missionários estrangeiros assistem cerca de 14 milhões de fiéis, o equivalente a cerca de um terço da população Atualmente na Tanzânia existem mais de 2 mil sacerdotes autóctones, que juntamente com missionários estrangeiros assistem cerca de 14 milhões de fiéis, o equivalente a cerca de um terço da população 

Alegria na Tanzânia por novo Seminário Maior

O aumento das vocações no país foi tão elevado, que para o ano letivo de 2020-2021, 200 seminaristas corriam o risco de não serem admitidos nos cursos. os cinco seminários existentes não tinham mais vagas.

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A Igreja na Tanzânia finalmente tem um novo Seminário Maior. Trata-se do Seminário Maior de Nazaré de Kahama, inaugurado oficialmente no dia 5 de dezembro com uma solene Missa presidida pelo cardeal Polycarp Pengo, arcebispo emérito de Dar es-Salaam. A informação é do blog da Amecea, a Associação das Conferências Episcopais da África Oriental.

O seminário, que terá um curso de filosofia e no futuro também um de teologia, conta com 106 alunos matriculados no primeiro ano de Filosofia e a previsão é de que em três anos chegue a um total de 480 seminaristas.

O projeto já vinha sendo estudado há algum tempo pela Conferência Episcopal da Tanzânia (TEC) para fazer frente ao crescente número de vocações sacerdotais no país. Desde a ordenação dos primeiros 4 sacerdotes autóctones em 1917, tem se registrado um crescimento constante com um novo aumento nos últimos anos, o que levou à saturação dos cinco maiores seminários existentes: o de Nossa Senhora dos Anjos de Kibosho, o de Santo Agostinho em Peramiho, o Seminário Maior de Santo Antônio da Pádua em Ntungamo, o de São Paulo em Kipalapala, além do Seminário Maior de São Carlo Lwanga em Segerea.

O aumento das vocações foi tão elevado, a ponto tal que, para o ano letivo de 2020-2021, 200 seminaristas corriam o risco de não serem admitidos nos cursos. “Acrescentamos dormitórios em nossos seminários, enviamos alguns deles para seminários de congregações religiosas, abrimos centros de formação em Morogoro e algumas dioceses enviaram seus seminaristas ao exterior. Mas esses esforços não foram suficientes ”, recordou durante a cerimônia de inauguração padre Joseph Mlola, presidente do Conselho Nacional dos Seminários Maiores da Tanzânia, que agradeceu aos bispos, mas também à Diocese de Kahama e aos vários benfeitores que financiaram o projeto.

Na inauguração, o cardeal Pengo elogiou todos os bispos por terem empreendido esta ambiciosa iniciativa e falou de "um dia de alegria para a Igreja na Tanzânia", pedindo a todos, bispos, sacerdotes e fiéis, que continuem a colaborar para o desenvolvimento do novo seminário, apesar das dificuldades e desafios que isso acarretará.

 A sua abertura é, de fato, apenas um primeiro passo: faltam ainda salas de aula, um escritório administrativo e várias infraestruturas que irão chegar com o tempo. Além disso, está prevista a construção de um convento para as irmãs que servirão no seminário.

Dom  Rutechura, por sua vez, agradeceu aos Seminários Maiores do país, aos bispos e católicos que com sua contribuição possibilitaram iniciar os cursos já este ano, pedindo compreensão à Conferência Episcopal para os próximos três anos.

Atualmente na Tanzânia existem mais de 2 mil sacerdotes autóctones, que juntamente com missionários estrangeiros assistem cerca de 14 milhões de fiéis, o equivalente a cerca de um terço da população, mais de 40% cristãos e cerca de 35% muçulmanos.

Vatican News Service - LZ

14 dezembro 2020, 13:53