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Muro danificado por tiros na periferia de vila de Bisober, Região de Tigray, Etiópia Muro danificado por tiros na periferia de vila de Bisober, Região de Tigray, Etiópia   (AFP or licensors)

Carta de solidariedade do CMI e organizações religiosas ao povo e Igrejas etíopes

Na carta, as organizações expressam seu amor, cuidado, bem como o compromisso de acompanhar os cidadãos etíopes no enfrentamento dos desafios do país, e lamentam que este conflito tenha se somado fortemente a outras crises que já afligiam a população.

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“Unimo-nos a vocês na tristeza pelos mortos, feridos, deslocados e as divisões criadas pelo trágico conflito no norte do país.”

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É o que oito organizações religiosas escrevem numa carta pastoral conjunta publicada, nesta quarta-feira (09/12), às Igrejas e ao povo etíope, dizendo que estão “profundamente preocupadas com o sofrimento e as perdas infligidas à população civil, especialmente aos mais vulneráveis, incluindo mulheres, crianças e deficientes”, no confronto entre o Exército etíope e as forças da região de Tigray, no norte do país, iniciado no mês passado após o ataque da Frente de Libertação Popular de Tigray (Tplf) a uma base militar federal etíope.

Formas pacíficas para enfrentar conflitos

Na carta, as organizações expressam seu amor, cuidado, bem como o compromisso de acompanhar os cidadãos etíopes no enfrentamento dos desafios do país, e lamentam que este conflito tenha se somado fortemente a outras crises que já afligiam a população, dentre as quais os ataques a grupos étnicos e religiosos específicos, tensões regionais relacionadas à construção da Grande Barragem do Renascimento Etíope, a pior invasão de gafanhotos em 25 anos, que provocou uma crise alimentar sem precedentes, e a propagação da pandemia da Covid-19.

Nestes tempos desafiadores, em que o trabalho das Igrejas na busca de responder ao sofrimento do povo e de promover a paz, a reconciliação e a unidade, é mais necessário do que nunca, as organizações religiosas quiseram expressar sua solidariedade, assegurando às Igrejas etíopes sua proximidade neste esforço para cumprir seu ministério profético em prol da justiça, da paz e da dignidade humana, encorajando-as a convidar a população a escolher formas pacíficas para enfrentar conflitos e diferenças.

Reconciliação inclusiva

“Como discípulos de Cristo e parceiros na missão de Cristo, estamos unidos no amor e na compaixão, especialmente em momentos como estes, para partilhar a dor uns dos outros e apoiar-nos mutuamente”, escrevem na carta.

“Rezamos com vocês pelo fim do conflito, pelo retorno seguro dos deslocados e por um processo de reconciliação inclusivo que conduza a uma paz sustentável para todos na Etiópia”, concluem os signatários da carta.

A carta pastoral conjunta foi assinada pelo Conselho Mundial de Igrejas, pela Federação Luterana Mundial, pela Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas, pela Conferência das Igrejas de Toda a África, pela Irmandade dos Conselhos Cristãos e Igrejas dos Grandes Lagos e Chifre da África, pela Aliança ACT, pela Comunhão Anglicana e pelo Conselho Metodista Mundial.

Vatican News Service - AP/MJ

10 dezembro 2020, 12:46