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Advento. Bispos: "Testemunhas de esperança num tempo novo para o Chile"

“Não podemos permitir que a agressão e a intimidação sejam impostas como um modo legítimo de viver juntos”, reiteraram os bispos no início do Advento, lembrando que a grande maioria das pessoas luta todos os dias por um futuro mais digno, no respeito pelos outros. O aviltamento mútuo no debate político e uma fraca liderança “só aumentaram a crise na vida social”, frizam. “Convidamos humildemente os responsáveis pelo trabalho público a enfrentar os desafios que temos como país, pensando em particular nos mais pobres e vulneráveis”

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“Convidamos vocês a fazer um grande esforço para renovar a esperança, a de cada pessoa em sua família e em seus ambientes educacionais, de trabalho e comunitários”: esta é a exortação que os bispos chilenos dirigem na mensagem publicada no início do Advento e na conclusão de sua Assembleia Plenária, realizada por videoconferência em dois momentos, de 9 a 12 e dias 24 e 25 de novembro.

“Nosso país – escrevem os bispos – vive momentos intensos que afetam e envolvem os indivíduos e suas famílias, numa complexa situação de saúde, econômica, social e política, e num importante processo constituinte marcado pelo grande desejo de uma sociedade mais justa e equitativa.”

A chegada repentina da Covid-19 nos obrigou a mudar os estilos de vida e fazer sacrifícios, sobretudo para ajudar os mais fracos.

Enfrentar os desafios pensando nos mais pobres e vulneráveis

A mensagem observa que persistem também “situações de violência prolongada” – que atingem particularmente as mulheres e os menores – em setores com recursos limitados para o contraste ao tráfico de drogas, além do sangramento permanente da ferida na região da Araucanía.

O aviltamento mútuo no debate político e uma fraca liderança “só aumentaram a crise na vida social”, enfatizam. “Convidamos humildemente os responsáveis pelo trabalho público a enfrentar os desafios que temos como país, pensando em particular nos mais pobres e vulneráveis”.

Que todos estejam abertos a um diálogo sincero e franco

“Não podemos permitir que a agressão e a intimidação sejam impostas como um modo legítimo de viver juntos”, reiteraram os bispos, lembrando que a grande maioria das pessoas luta todos os dias por um futuro mais digno, no respeito pelos outros. Estas pessoas foram pacificamente às urnas para expressar sua opinião, que deve ser ouvida.

“O que compete a todos nós – exortam – é colaborar para que o caminho traçado possa ser realizado em paz e de forma clara. Como temos enfatizado, aqueles que são chamados ao serviço da política, em suas diversas expressões, recebem um mandato que está acima de tudo a serviço do bem comum da sociedade, e isto exige que todos estejam abertos a um diálogo sincero e franco.”

Ouvir o que o Povo de Deus quer nos manifestar

“Também na Igreja, nós Pastores, expressamos nossa disponibilidade para ouvir o que o Povo de Deus quer manifestar para nós”, acrescentam os bispos da Conferência Episcopal do Chile (CECH).

Por fim, os prelados recordam que “os cristãos são chamados a participar dos assuntos relevantes da comunidade”. Como a solidariedade em tempos de escassez e pandemia, o apoio aos migrantes e a preocupação com a crise climática nos mobilizaram, “hoje o processo constituinte pertence a todos nós”.

Iluminados pelos valores evangélicos

Ao longo dos séculos, diferentes povos, inclusive o povo chileno, foram iluminados pelos valores evangélicos, pela dignidade inalienável de todo ser humano, pela justiça, pela paz, pelo bem comum e por muitos outros valores tão amados.

“Esperamos que os líderes democraticamente eleitos pelos cidadãos sejam capazes de traduzir esses valores numa Carta, em leis e decisões fundamentais que respeitem os valores humanos para o bem de todos”, concluem os bispos chilenos.

(Fides)

01 dezembro 2020, 12:58