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Cardeal D. José Tolentino: “Tornar a pandemia terra de missão”

Numa conferência sobre «As palavras da missão», arquivista e bibliotecário do Vaticano encerrou ciclo de Conferências Missionárias 2020 ‘A falta que um rosto faz!...as palavras da missão´ promovido pelos Institutos Missionários Ad Gentes (IMAG) e Obras Missionárias Pontifícias em Portugal.

Domingos Pinto – Lisboa

“Não podemos abandonar a pandemia, mas devemos tornar a pandemia terra de missão. O aqui e o agora são sempre os lugares onde Deus fala”.

O desafio foi lançado no passado dia 29 de outubro pelo Cardeal D. José Tolentino Mendonça na conferência de encerramento do ciclo ´A falta que um rosto faz…’promovido pelos Institutos Missionários Ad Gentes dedicado às missões em Portugal.

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Um ciclo por videoconferência por força da pandemia, que teve como pano de fundo a mensagem para o Dia Mundial das Missões na qual o papa assume que a pandemia de Covid-19 deve ser um “desafio também para a missão da Igreja”.

Na sua conferência D. José Tolentino refletiu sobretudo a partir das enciclias «A Alegria do Evangelho» e «Fratelli tutti», realçando desde logo que “quando se fala de missão é importante falar de gratidão”.

O cardeal português, arquivista e bibliotecário do Vaticano, sublinhou o esforço dos missionários espalhados pelo mundo, e disse que “há uma conversão missionária em curso na Igreja”.

“A Igreja hoje não pode falhar o encontro com a missão, não pode não ouvir o chamamento de ser uma Igreja em saída, um chamamento que a projeto para lá de si”, reafirmou o prelado que considera importante estarmos atentos às interpelações do mundo atual.

“A pandemia desabou sobre nós, mas nestes meses podemos já perceber tanto: vivíamos num mundo de falsas seguranças, a esconder a nossa vulnerabilidade, vivíamos a negar a realidade. Mas percebemos que a tragédia global põe a descoberto valores positivos. A ‘Fratelli tutti’ é o que é por causa da pandemia. A mensagem de fraternidade tornou-se urgente. Não podemos não viver a fraternidade, não podemos não viver como irmãos”, precisou.

D. José Tolentino Mendonça disse neste contexto que é preciso ultrapassar o “viver por conta própria” e que a vida missionária é feita de testemunhos, “de encarar rostos”.

O cardeal arquivista e bibliotecário do Vaticano sugeriu neste contexto mudar o termo ‘leigo’ para ‘testemunha’, passando a “falar da Igreja como um povo de testemunhas”.

03 novembro 2020, 12:57