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Congo. No centro da Plenária dos Bispos, o desafio da formação sacerdotal

Os participantes refletiram, de modo particular, sobre a vocação e a formação dos sacerdotes, com o tema: “Vinde após mim, farei de vós pescadores de homens” (Mc 1,17). Afirmou-se, durante a Assembleia Plenária, que “é preciso, antes de tudo, desenvolver nas paróquias um trabalho de escuta e discernimento, mediante uma Comissão de acompanhamento dos seminaristas, que também envolva os leigos (conselhos pastorais paroquiais)”

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Os bispos do Congo realizaram estes dias, no Centro Interdiocesano de Trabalhos, em Brazzaville, capital do país do centro-oeste da África, a sua Assembleia Plenária deste ano.

Os participantes refletiram, de modo particular, sobre a vocação e a formação dos sacerdotes, com o tema: “Vinde após mim, farei de vós pescadores de homens” (Mc 1,17). Os trabalhos da Assembleia foram presididos pelo presidente da Conferência Episcopal do Congo (CEC), dom Daniel Mizonzo, Bispo de Nkayi.

“Vocação sacerdotal hoje, no mundo e no Congo”

Entre os relatórios apresentados, o padre Alexis Tobangui, pároco da igreja de São João Batista, em Talangaï, abordou o aspecto sociológico da “Vocação sacerdotal hoje, no mundo e no Congo”, falando sobre a questão da evolução da percepção da vocação na história social da Igreja Católica.

“Segundo o último Anuário Estatístico da Santa Sé, na África, o número de sacerdotes na Igreja Católica aumentou em 80%, o das Religiosas em 60% e o dos seminaristas quadruplicou.”

Trata-se de servir a Deus e a Cristo, salvar almas – disse padre Tobangui –, mas, algumas pessoas na África pensam que a vocação pode ser um meio de promoção pessoal ou social.

"Igrejas Cristãs e a política do ventre: partilhar a torta eclesial”

O sacerdote ilustrou suas observações baseando-se na obra do cardeal Joseph Malula, arcebispo de Kinshasa, na República Democrática do Congo, publicada em junho de 1987, intitulada: "Igrejas Cristãs e a política do ventre: partilhar a torta eclesial”, um retrato crítico dos jovens sacerdotes de seu país.

Em sua obra, o cardeal Malula deplora três grandes tendências da nova geração sacerdotal: a busca exagerada de dinheiro, a vida fácil e a sede de poder. Tais críticas – concluiu o relator – ainda são muito relevantes nas dioceses no Congo.

Investir na formação humana, espiritual, intelectual e pastoral

Ao término dos trabalhos da assembleia dos bispos do Congo, o arcebispo Daniel Mizonzo disse que os vários relatórios apresentados foram ricos de conteúdo: “Agora, será necessário valorizar a formação humana, espiritual, intelectual e pastoral para que os sacerdotes estejam à altura da missão eclesial.”

“Porém – observou – é preciso, antes de tudo, desenvolver nas paróquias um trabalho de escuta e discernimento, mediante uma Comissão de acompanhamento dos seminaristas, que também envolva os leigos (conselhos pastorais paroquiais).”

(Fides)

03 novembro 2020, 08:59