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Fiel católica em oração em Hyderabad Fiel católica em oração em Hyderabad  (AFP or licensors)

Cristão assassinado em igreja na Índia. Cresce intolerância no país

O relatório semestral da Persecution Relief divulgado em 28 de julho, apresenta um quadro “muito sombrio” sobre a liberdade religiosa na Índia. "Os crimes de ódio contra os cristãos aumentaram alarmantes 40,87% , não obstante o bloqueio nacional em vigor desde 25 de março" para conter a pandemia de coronavírus.

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Mais violência contra os cristãos na Índia. Em 23 de outubro - relata a agência de notícias UCA News - sete homens armados entraram em uma igreja pentecostal na cidade de Amritsar, Punjab, matando uma pessoa e ferindo outras três a tiros. Quatro dos sete agressores foram presos pela polícia. Segundo uma testemunha que sobreviveu ao ataque, o alvo era justamente a vítima que há muito tempo teve uma briga com um dos agressores por atividades de proselitismo.

Nos últimos tempos, também em Punjab, Estado predominantemente sikh, houve vários ataques contra cristãos acusados ​​de supostas "conversões forçadas". Mais um sinal do clima de crescente hostilidade anticristã alimentada pela ideologia hinduísta de nacionalistas hindus que consideram o hinduísmo uma identidade étnica, cultural e política exclusiva.

 

Um recente relatório do fórum ecumênico Persecution Relief confirma o aumento generalizado de casos. Do início do ano até setembro, o fórum registrou 450 episódios, incluindo 10 assassinatos: entre esses ataques físicos até contra mulheres, falsas denúncias, boicotes sociais, ataques a igrejas, prisões e detenções ilegais de cristãos.

Ao todo, de janeiro de 2016 a setembro de 2020, a Índia testemunhou 2.224 episódios deste gênero. “Nossos resultados são baseados em quantos nos ligam ao nosso número gratuito e no que outras pessoas nos contam”, explica à UCA News Shibu Thomas, fundador da Persecution Relief, destacando tratar-se apenas da “ponta do iceberg.

Muitos cristãos, de fato, não denunciam "por temor de retaliação por parte dos agressores e também da polícia e de outros funcionários do governo, que simpatizam com os agressores, principalmente ativistas hinduístas", disse Thomas.

Digno de nota que entre os Estados que lideram o ranking da violência sectária anticristã na Índia estão Uttar Pradesh, Tamil Nad, Chattisgarh, Madhya Pradesh, Orissa, Karnataka, Maharashtra e Andra Pradesh.

Vatican News Service - LZ

27 outubro 2020, 14:59