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Registro em frente ao Parlamento Europeu, na Bélgica Registro em frente ao Parlamento Europeu, na Bélgica  (AFP or licensors)

Igrejas pedem à União Europeia que apoie países do bloco na emergência do coronavírus

Para seguir em diálogo aberto e permanente, representantes das Igrejas Europeias fizeram videoconferência com o ministro da Alemanha para Assuntos Europeus para avançar rapidamente com o plano de recuperação dos Estados-Membros em plena pandemia, ao exortar uma transição socialmente justa: “um atraso prejudicaria seriamente os setores que dependem dos fundos da UE para mitigar o impacto da crise e afetaria negativamente os países mais vulneráveis".

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No contexto atual, dramaticamente marcado pela pandemia da Covid-19, as Igrejas Europeias encontraram nesta terça-feira (27), por videoconferência, o ministro da Alemanha para Assuntos Europeus, Michael Roth. Na oportunidade, exortaram à União Europeia de ser solidária com cada Estado-Membro do bloco, apoiando a justiça ecológica, social e contributiva.

Em um comunicado conjunto, a Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (Comece), a Conferência das Igrejas Europeias (CEC) e a Igreja Evangélica na Alemanha (Ekd) relatam ter encorajado a presidência do bloco a se engajar num diálogo efetivo entre os países-membros a fim de avançar rapidamente em direção a um acordo sobre o plano de recuperação. A delegação ecumênica que se reuniu com Roth destacou que “um atraso prejudicaria seriamente os setores que dependem dos fundos da UE para mitigar o impacto da crise da Covid-19 e afetaria negativamente os membros mais vulneráveis das nossas sociedades". Além disso, os representantes também evidenciaram a importância de alcançar "uma transição socialmente justa, conciliando competitividade e crescimento econômico com uma economia e sociedade sustentáveis".

A gestão da migração na UE

À luz do novo Pacto da UE sobre Migração e Asilo, adotado pela Comissão Europeia em setembro, as Igrejas acolheram, então, a ideia de definir uma nova estrutura global destinada a criar um mecanismo de gestão da migração justo e previsível. A delegação ecumênica também convidou a UE e os Estados-Membros a agir com solidariedade concreta e responsabilidade em relação aos migrantes e refugiados, salientando que o resgate das pessoas em perigo no mar é uma obrigação moral e legal que deveria ser respeitada por todos.

A reunião também foi uma oportunidade para falar da Conferência sobre o Futuro da Europa, na qual as Igrejas da UE ofereceram disponibilidade para participar e "contribuir ativamente e de modo construtivo", junto às outras partes interessadas, promovendo o diálogo e políticas focalizadas.

Diálogo aberto e transparente

O encontro desta terça-feira (27) dá seguimento àquele preparatório de julho, no qual as Igrejas da UE apresentaram uma contribuição conjunta sobre o programa da Presidência Alemã da UE ao Embaixador junto à Representação Permanente da Alemanha no bloco, Michael Clauss. As discussões entre as Igrejas da Europa e as presidências do Conselho da UE vêm ocorrendo há anos, de acordo com o Artigo 17 do Tratado sobre o Funcionamento da UE (Tfue), que convida a um diálogo aberto, transparente e regular entre as instituições do bloco e as Igrejas.

Vatican News Service - TC

28 outubro 2020, 10:57