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Filipinas Filipinas  (ANSA)

Filipinas: “orçamento nacional 2021 aumenta a exclusão social”

Dom Geraldo Alminaza: “o orçamento de 2021 não assegura a assistência da saúde, especialmente dos mais pobres entre os pobres e dos que são duramente atingidos pela pandemia da Covid-19”.

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O “Grupo Pessoas e Solidariedade da Igreja” nas Filipinas, uma organização de clérigos e fiéis, que luta pela proteção dos direitos dos trabalhadores, acusou os legisladores filipinos - segundo o noticiário da UCA, - de promover a exclusão social, ao ignorar os setores mais pobres da sociedade e os da saúde e do trabalho, em seu orçamento econômico de 2021, sem prever recursos financeiros suficientes a eles, sem levar em conta suas necessidades neste momento de pandemia.

O Grupo declarou em uma nota que “o orçamento aprovado pelo Congresso não leva em consideração as exigências dos atingidos pela pandemia do Corona-vírus, sobretudo os trabalhadores”. Na verdade, reservou muito pouco para o aprimoramento social e aos pobres. “Grande parte do orçamento foi destinada às infraestruturas”, que, certamente, não tem prioridade neste período de emergência, em detrimento da saúde e da economia, causada pela Covid-19.

O presidente do “Grupo Católico”, o bispo dom Geraldo Alminaza, disse aos meios de comunicação que “o governo não levou em consideração a situação dos pobres e que o orçamento nacional 2021 aumentará a exclusão social. Os indigentes, não podendo usufruir de assistência hospitalar ou fazer testes, por falta de recursos no setor saúde, são condenados à morte”.

“O Orçamento de 2021 - explicou o bispo - não assegura a assistência da saúde, especialmente dos mais pobres entre os pobres e dos que são duramente atingidos pela pandemia da Covid-19”.

As medidas de saúde para conter a propagação do Corona-vírus não foram uma prioridade para o governo filipino; apenas uma pequena parte dos recursos foi reservada ao setor trabalhista. Os legisladores destinaram 100 milhões de dólares para a proteção social, da saúde e de pequenas empresas. Por outro lado, as infraestruturas obtiveram cifras enormes, cerca de 23 bilhões de dólares, e o exército 15 bilhões e meio de dólares.

Por fim, dom Geraldo Alminaza recordou que “os pobres não precisam apenas de caridade, mas também de justiça”. Por isso, exortou os legisladores “a fazer uma mudança no orçamento, dando prioridade às necessidades mais urgentes da população, que vive uma das piores crises de saúde no país e a decadência econômica da sua história.

Vatican News Service - AP

25 outubro 2020, 09:20