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A comunidade de Roma ao participar de uma missa em época de Covid-19 A comunidade de Roma ao participar de uma missa em época de Covid-19  (AFP or licensors)

Itália: nenhuma variação para missas com fiéis, apesar de evolução da pandemia

A Conferência Episcopal esclarece que as novas medidas divulgadas pelo governo italiano na última terça-feira (13) não alteram o protocolo de maio em relação à celebração de missas com a participação de fiéis na Itália. A Europa vive uma preocupante evolução da pandemia pelo aumento no número de contágios e internações, porém, “o número de mortes representa um quinto das contabilizadas no pior momento da pandemia”, afirmou a OMS nesta quinta-feira (15).

Andressa Collet - Vatican News

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A evolução da pandemia de Covid-19 tem preocupado a Europa, mas, segundo declaração nesta quinta-feira (15) do diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), Hans Kluge, a situação não é tão grave como aquela registrada há alguns meses. “A Covid é atualmente a quinta causa de mortes”, os casos diários de contágio e de internações nos hospitais aumentam, porém, apesar desses dados, “o número de mortes representa um quinto das contabilizadas no pior momento da pandemia”.

Mesmo assim, o governo da Itália impôs novas medidas restritivas para combater e conter o avanço no contágio por coronavírus. O novo protocolo foi divulgado na última terça-feira (13), mas os bispos italianos tranquilizam que não há variação para as missas celebradas com a participação dos fiéis.

O esclarecimento da Conferência Episcopal

O diretor da Secretaria Nacional para as Comunicações Sociais da Conferência Episcopal Italiana, Vincenzo Corrado, esclarece que as medidas que constam no novo Decreto do Presidente do Conselho de Ministros (Dpcm), Giuseppe Conte, deixam “inalteradas as disposições do Protocolo de 7 de maio com relação ao reinício das celebrações com o povo e permanecem integradas com as indicações posteriores do Comitê Técnico-Científico, já transmitidas durante o verão".

Entre elas, estão as seguintes medidas: o uso de luvas não é obrigatório para o ministro da Comunhão que deve, entretanto, higienizar cuidadosamente as mãos; o uso de algodão ou de uma toalha para a unção dos crismandos, batizados e doentes; a reintrodução de coros e cantores de acordo com as medidas de distanciamento físico; a não obrigatoriedade, para membros da mesma família ou coabitantes e parentes, de manter distâncias interpessoais durante os cultos religiosos.  

Nas semanas em que as dioceses retomam as atividades pastorais, conclui Corrado, “a Secretaria Geral do Episcopado assegura um diálogo constante com a Presidência do Conselho de Ministros, o Ministério do Interior e o Comitê Técnico-Científico para monitorar o quadro epidemiológico e a evolução da pandemia".

Vatican News Service - IP

15 outubro 2020, 15:21