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Cardeal Filoni: Maria, cooperadora de uma história sagrada numa terra especial

O cardeal Filoni celebrou esta quarta-feira, na Basílica Vaticana, a missa por ocasião da festa de Nossa Senhora Rainha da Palestina, a qual é celebrada todos os anos em 25 de outubro, mas este ano, devido à emergência do coronavírus, o purpurado grão-mestre quis reunir os membros da Ordem do Santo Sepulcro em torno do Altar da Cátedra de São Pedro. Peçamos a Maria, disse ele, a proteção materna sobre a Igreja, para que continue sendo fiel à sua missão

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Os cavaleiros e damas da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém renovaram o duplo compromisso da vida cristã “e de homens e mulheres que estimam a Igreja Mãe de Jerusalém e que pretendem apoiá-la com oração, carinho e generosidade”.

O ato de renovação de tais compromissos deu-se na missa presidida pelo grão-mestre da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, cardeal Fernando Filoni, na manhã desta quarta-feira (21/10) na Basílica de São Pedro, no Vaticano, para celebrar Nossa Senhora Rainha da Palestina, padroeira da Ordem.

A festa de Nossa Senhora da Palestina é celebrada todos os anos em 25 de outubro, mas este ano, devido à emergência do coronavírus, o purpurado grão-mestre quis reunir os membros da Ordem em torno do Altar da Cátedra de São Pedro. A missa foi transmitida ao vivo na página Facebook do Grão Magistério da Ordem.

Na Palestina “Deus manifestou a plenitude de seu amor em Cristo”

Em sua homilia, o cardeal Filoni, referindo-se à obra da Ordem do Santo Sepulcro, evidenciou que “o amor pela Terra Santa situa-se (...) no contexto daquele amor que Deus teve pela humanidade; um amor que teve plena manifestação em uma região, em uma terra concreta e geograficamente determinada, a Palestina”, e que na Palestina “Deus manifestou a plenitude de seu amor em Cristo”, “servindo-se de eventos humildes, pessoas simples que aceitaram colaborar de forma natural”.

“Como foi natural a cooperação de uma mulher por suas capacidades generativas. A mulher tem um nome, Maria, tem uma vida, uma terra, um vilarejo, uma educação, uma fé; uma família de origem, pensa num esposo.”

Maria e José, cooperadores de uma história sagrada

O cardeal Filoni chamou Maria de “cooperadora, com José, de uma história sagrada”. “Não há apenas uma terra sagrada, há também uma história que se torna sagrada, porque Deus intervém nela, irrompe nela silenciosamente, a vida de Maria com José será uma vida como muitas outras, comum a muitas famílias, mas também única pela presença de Jesus e pela missão redentora que o Pai lhe confiou”, explicou.

O purpurado lembrou igualmente que na Palestina também a Igreja teve início, de modo que, junto com o nascimento de Jesus, aquela terra “viu, portanto, dois acontecimentos que estão no início da história da salvação e da Igreja”.

Oração à Virgem Maria

O título de “Rainha da Palestina” referido a Maria, precisou o cardeal Filoni, “origina-se da missão em si mesma com referência a Deus; um título que por extensão vai então além da Palestina e se estende à Igreja e ao mundo”.

Por fim, o cardeal grão-mestre da Ordem do Santo Sepulcro dirigiu uma oração à Virgem: “A Ela, que se doa ao mundo e à Igreja e com a Igreja de um modo sempre novo através da história e das culturas, pedimos o dom da paz para o mundo e em particular para a Terra Santa (...), pedimos sua proteção materna sobre a Igreja para que continue sendo o “Corpo de Jesus” por “Ela gerado espiritualmente, fiel à missão que lhe foi confiada por Seu Filho”.

Vatican News – TC/RL

22 outubro 2020, 11:30